Adeus Ano Velho.

 

 

2017 foi o ano mais difícil da minha vida. Nas primeiras horas de 2018 eu só pude agradecer a Deus por ter atravessado comigo os últimos 365 dias. Eu agradeci por todas as pessoas que sabem e por todas as que não fazem ideia de como foram importantes em alguns momentos para que eu conseguisse sobreviver a mim. Este foi o ano em que eu aprendi a agradecer. E foi quando eu compreendi a força que esse exercício diário tem. Eu sobrevivi! Eu sobrevivi quando tudo estava desmoronando ao meu redor. Eu consegui ser forte para as pessoas que desmoronaram ao meu redor porque 2017 também foi o ano mais difícil da vida de algumas das pessoas que eu mais amo no mundo. E eu tive que ser melhor para todas elas. Quando o ano começou eu estava confiante, ansiosa e não fazia ideia de quantas vezes eu ainda iria precisar conversar com Deus para que a minha confiança em mim, nas pessoas e no mundo todo estivesse comigo ao findar do ano.

Coincidentemente esse foi o ano em que eu mais me aproximei de Deus. E foi o ano em que eu mais me senti amada. Em nenhum outro ano na vida eu recebi tanto carinho de pessoas que não faziam ideia do quanto eu estava precisando. Eu estive frágil, fraca, sensível, deprimida e insegura em pelo menos cinco dos doze meses do ano. Os motivos? Insatisfação pessoal e profissional de um jeito que a minha companheira autoestima mandava recados dizendo querer voltar. Isso tudo se deu entre maio e outubro. Um caos emocional com sequelas agudas. A medida em que o ano foi chegando ao fim, as coisas que estavam jogadas pelo meio da sala foram se ajeitando. Estão se ajeitando. E o que ficou de tudo foi a minha vontade de ser melhor para todas as pessoas que me ajudaram. Eu sobrevivi esse ano por causa do Amor. Porque em nenhum segundo sequer do ano me faltou Amor. Amor de Deus, Amor da minha família, Amor do meu Marido e Amor dos meus amigos.

2018 vai ser o ano mais incrível da minha vida. Porque eu tenho certeza que a razão de 2017 foi me preparar para este ano. Porque tem tanto Amor dentro desse meu peito, tem tanto Amor para as pessoas que eu gastarei meu ano inteiro tentando materializá-lo de todas as formas. E, ao final do próximo ano, irei dizer a Deus: eu compreendi tudo o que me ensinastes!

Dia da Rita | 23 de dezembro

Sou muito grata por viver o meu 23 de dezembro trabalhando com o que eu amo. Nesse dia 23 já acumulo dez anos de dedicação à arte de fazer roupas. Esse painel conta um pouco dessa história. E muito mais está registrado no melhor pedaço de mim: meu coração. Muito obrigada a cada pessoa que vibra por um produto desse Amor. Só tenho um pedido a Deus: que eu possa ser cada dia melhor para as pessoas através do meu trabalho.

Obrigada a cada amigo/incentivador que separou um minutinho do seu dia para vir ao Atelier me mimar com sorrisos, abraços e presentes inesquecíveis! Vou começar a nova idade renovada! 😉

Refilar por Patrícia Costa.

Hoje no meu trabalho eu estava refilando algumas camisetas. Para quem não conhece o termo, refilar faz parte de um processo de acabamento, significa retirar os excessos. No caso das camisetas, quando não refilamos as barras, esses excessos ficam enrolados e formam um volume desnecessário, ou até mesmo desfiam e, esteticamente, fica feio. Mesmo que seja no lado do avesso, é preciso refilar, não dá simplesmente para fingir que não há nada demais ali, uma hora ou outra alguém vai perceber que aquilo não está bem acabado. Esse processo me fez refletir sobre as nossas vidas e nossos relacionamentos. Amigos, famílias, cônjuges, tudo isso precisa ser refilado constantemente para pode ficar bonito sempre. Conheço tantas histórias de pessoas que preferiram fazer de conta que os excessos não estavam afetando a relação e simplesmente ignoraram que precisavam ser aparados… Não houve nenhuma ação, a relação ficou enrolada e foi desfiando até ficar feia e ser esquecida. No caso das camisetas, usamos tesoura. No caso das pessoas, que tal a conversa? Por que hoje em dia conversar ficou tão difícil? Por que hoje em dia é mais fácil caminhar com o orgulho do que seguir de mãos dadas com as pessoas? Por que é mais fácil tirar conclusões precipitadas ao invés de PERGUNTAR? Muitas pessoas se perdem umas das outras com tanta facilidade…
Somos todos os dias camisetas com nossas bainhas necessitando de um refilamento. Todos os dias acordamos diferentes. Todos os dias sentimos coisas diferentes. Todos os dias depositamos nossas esperanças em alguma coisa. Todos os dias são uma surpresa. Todos os dias temos que ter vontade de manter nossas relações, porque ninguém é fácil, mas a maioria das pessoas vale muito o esforço.
E, voltando ao processo das camisetas, depois de refiladas elas vão ser passadas e, para seguirem em bom estado por muuuito tempo, é preciso seguir a etiqueta de composição, que vem informando como deve ser o processo de limpeza delas. Bem, na vida não temos etiquetas informando como devemos tratar as pessoas que encontramos no nosso caminho e que temos na nossa vida, mas uma coisa é certa, é preciso ter muita vontade de fazer sempre o bem a elas e amá-las como a nós mesmos, intensamente, porque até mesmo se cada um de nós viéssemos com instruções, haveria gente errando, tendo preguiça de ler ou fazendo o contrário pelo simples fato de querer, afinal já conheci gente que sabia que não podia colocar determinada camiseta na máquina de lavar e foi lá e colocou mesmo assim, o que resultou em uma peça de roupa estragada, cheia de fiapos e sem cor. Foi parar no fundo do guarda roupa e está lá esquecida até hoje.

Patrícia Costa (@paty_css), a Paty do Atelier ou A risada mais gostosa do nosso dia de trabalho, todos os dias, todas as risadas.