Thereza Collor é essa mulher linda e chique que ficou bem famosa no começo dos anos 90 por ser cunhada do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Muita gente que lê esse blog nem lembra do escândalo envolvendo o único impeachment da história do país e eu peço que antes de chamar a Wikipédia, conversem com seus pais ou tios para entender melhor, a situação política que vivia o nosso país no começo dos anos 90.

Enfim, não foi só o país, os nossos guarda-roupas e os nossos desejos que mudaram desde os anos 90, a visão que se tinha da Thereza Collor, também. Até hoje se comenta sobre o curtíssimo tailleur quadriculado que a socialite alagoana apareceu numa entrevista coletiva do marido em 1992. Thereza foi imediatamente cobiçada pela mídia e virou até símbolo sexual do Brasil da época.

Passado alguns anos, casou pela segunda vez depois que ficou viúva de Pedro Collor de Mello, irmão responsável pelas denúncias que culminaram no impeachment do então presidente e desde 2002 cultiva sua refinada paixão por joias.

 

 

Thereza é uma colecionadora e das suas inúmeras viagens, reuniu um rico acervo de mais de dois mil adornos de povos desérticos dos séculos XIX e XX que está exposto na Galeria de Arte do (lindo!) Prédio do SESI na Avenida Paulista. De todas as exposições que eu vi no Brasil essa foi uma das que mais me encantou. Infelizmente não pude fotografar, mas procurei algumas imagens e trouxe para mostrar para vocês (Cliquem nas imagens para ver melhor).

 

 

 

 

 

Recomendo a todas as amantes de acessórios e principalmente a minha turminha que trabalha com acessórios em Teresina que encontrem um tempinho para visitar essa exposição enriquecedora. Afinal, os adornos étnicos deram origem a todos esses acessórios lindos que usamos (e buscamos!) hoje e nada mais original que buscar a inspiração direto da fonte. Fica a dica!