A gente está sempre em constante mudança. Dentre muitas coisas que mudaram nesse ano de 2013 uma delas foi meu ideal de vida. Mais ou menos em abril eu parei e pensei: “o que é que eu estou fazendo?” Passei anos acreditando que só seria feliz de uma maneira quando na verdade existem mesmo “mil maneiras de ser feliz”. Investi todo o meu tempo num sonho e esse sonho me ajudou a ampliar muito meus horizontes. Cinco anos depois estou mais madura, mais focada, mais empenhada e principalmente mais centrada no que eu vou extrair de mim para dar ao mundo. É que em se dar ao mundo uma hora se esquece da gente. E ficar um tempo fora, noutra cidade, noutro mundo, longe de todas as coisas que eu tinha como “estáveis” me fez refletir. Mergulhei em mim sem dó nem piedade. “Estou realmente feliz desse jeito?” “Meu trabalho tem me proporcionado aquele Amor tão sonhado do início?” Atropelei quem eu sou na busca de entregar a roupa perfeita. Dentre muitas coisas que ficaram de lado uma foi o propósito pelo qual eu batizei uma marca com o meu próprio nome. Uma pouco da minha identidade foi atropelada pela Internet. Enquanto eu redigia um texto sobre quem sou eu, surgiram mil redes sociais e tudo ficou tão rápido, tão flutuante sobre a superfície, que me assustei profundamente no primeiro mergulho raso que dei. Houve um desencontro abissal entre eu e eu mesma, versão 2013. Não há tempo para a minha família, para o meu marido, para assistir dois filmes por semana, para acompanhar minhas duas séries preferidas, para ler alguns blogs que não vendem p nenhuma, tempo para sentar e fazer uma só página do meu amado (e interminável) scrapbook, tempo. Tempo de fazer muitas outras coisas que o meu coração deseja e o que o meu relógio (do meu celular) não permite. Tempo para todas essas outras coisas que não estão na panela de pressão, estão soltas por aí e amarradas a mim por uma linha tênue entre o meu sonho e a minha realidade. E o que mudou afinal de contas, se eu estou aqui, contando pela Internet, o dilema universal da minha pessoa? Acordei um dia e resolvi que ia mudar. E para isso, adivinhem: mais trabalho. Não fiz nenhuma grande mudança na minha rotina, mas mudei o meu foco. Hoje eu sou designer de moda, com um pé no título de Mestre e com uma enorme gama de possibilidades profissionais que eu sequer imaginei um dia. Essa versão, sem pressão, vai me levar mais longe, vai me deixar mais feliz e muito mais leve. Bem vinda à nova Rita. A mesma de antes, menos acelerada.