Museu a céu aberto.

Quem aqui conhece ou já ouviu falar do Outings Project? Trata-se da ideia do artista e cineasta francês Julien de Casabianca de levar arte para todos. Julien é do time dos que acham que museus são lugares tristes demais para as artes ficarem penduradas. Foi por isso que ele resolveu levá-las para a luz, para a rua e para o conhecimento público através da fotografia e impressão em tamanhos gigantes nas paredes das ruas de várias cidades.

 

É como se as pessoas das obras escolhidas, depois de terem passado muito tempo numa mesma posição, tivessem saído para “esticar as pernas” e olhar as vistas de Paris, Nova York, Rio de Janeiro, Hamburgo, Los Angeles, Assunção ou onde quer que Casabianca queira que isso aconteça. O artista também é incentivador do público: diz para todos fotografarem as obras de arte em seus museus locais e libertá-las. Exatamente como ele faz.

O projeto possui um site e lá você pode encontrar todas as obras que já foram espalhadas pelas muitas cidades do mundo. Você também encontra a lista de museus que fazem parceria com o projeto. O site é: www.outings-project.org. Pode-se afirmar que, além de tudo, o projeto é um incentivo à cultura e ao conhecimento da história da arte.

Eu adoraria dar de cara com a Monalisa e com a Maria Antonieta em alguma rua dessas! E vocês, o que acharam da ideia do projeto? Um beijo!

Assinatura Paty.

 

Receitas Pra Vida Normal no Atelier.

Semana passada recebi a visita das meninas do @receitaspravidanormal no Atelier. Letícia e Chris passaram a manhã comigo conversando sobre coisas de meninas e conhecendo minha nova coleção. Aproveitamos para tirar várias fotos e nos conhecermos um pouco mais. Foi ótimo!

 

As meninas escolheram seus looks preferidos, olha só:

@receitaspravidanormal no Atelier.

@receitaspravidanormal no Atelier.

@receitaspravidanormal no Atelier.

@receitaspravidanormal no Atelier.

@receitaspravidanormal no Atelier.

Esses foram os preferidos de Let e Chris e nesse dia a Carol estava viajando, mas já passou essa semaninha para ver tudo!

Obrigada pelo carinho, meninas! Ansiosa pelos looks de NY!

Visitem @receitaspravidanormal. Dicas de moda, beleza, viagem, tudo que a gente ama!

Ah e, pra finalizar, meu look desse dia, tudo #ritapradoatelier.

 

 

 

lookbook | belo, áspero, intratável | verão 16

É com muito prazer e satisfação que eu apresento a primeira parte da minha nova coleção. Queria agradecer ao carinho e empenho de todos os envolvidos e dizer que as peças já estão à venda!

belo, áspero, intratável | verão 16 | rita prado

Fotografia: André Lira.
Modelos: Natércia Paraguassú & Fernanda Campêlo.
Styling: Rita Prado.
Beleza: Ramon Vale.
Locação: Sava Móveis Teresina.
Produção: Yuri Ribeiro.
Assistente de Produção: Patrícia Souza.
Acessórios: Acervo Pessoal.

Assinatura Rita.

Adrien Brody e Natalia Vodianova para Vogue América

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Editoriais de moda, quando bem feitos, nos enchem os olhos e dificilmente os esquecemos. Por essa razão  trouxemos o editorial da Vogue US do mês passado, L’Amour Toujours, que mostrou a top russa Natalia Vodianova e o ator hollywoodiano Adrien Brody em um final de semana glamuroso na Riviera Francesa.

As fotografias espelham Bardot & Vadim – com uma pitada de Wes Anderson – moduladas no estilo vintage para mostrar as coleções de outono – podemos conferir no editorial peças de Miuccia Prada, Dolce & Gabanna, Oscar de la Renta, Louis Vuitton, Dior, Chanel, Gucci, entre outros. Adrien e Natalia se colocaram na posição da fotografia do icônico Peter Lindbergh e do styling da queridíssima Grace Coddington. Observem as fotos:

Belísimo, não?Assinatura Paty.

Sobre moda e seu papel na sociedade.

Uma das falas mais interessantes que ouvi nos últimos dias foi o discurso da professora Polyana Molina (@pollyanamolina) enquanto paraninfa da última turma de Design de Moda formada no Piauí pela Uninovafapi (instituição que dou aula). Amei tanto as palavras dela que pedi para publicar alguns trechos no meu blog.

Poly, obrigada por expressar tão bem a moda para as pessoas que não sabem o que ela significa.

steven meisel vogue italia

“Começo abordando uma inquietação, um questionamento constante…  partindo daquela máxima, que é comum se falar ou ouvir de que: O CORPO é a MORADA ou a ROUPA da ALMA, pergunto: ‘ENTÃO… DO QUE VOCÊ SE VESTE?’

Eu lhes digo: Vestimos muito mais que roupas e acessórios! VESTIMOS UM TEMPO, uma CULTURA, e devemos nos vestir, principalmente, de NÓS MESMO!!

E é por isso, que é PRECISO estudar esse vasto campo de atuação e SIM, de CONHECIMENTO, que é a moda … Isso mesmo, estudar.

Fácil é não levar esse assunto à sério. Sinto pena quando pessoas fazem a famosa pergunta: O que se tanto estuda nos cursos de moda?

Parece mais fácil relegar a moda ao supérfluo.

Será mesmo que é tão difícil de enxergar o vasto campo que envolve essa área? Não parece obvio que envolva, entre outras, as áreas de Economia, Antropologia, Sociologia e Comunicação?

E ainda parece, que só assim a moda ganha mais dignidade e credibilidade.

Thomas Carlyle*, uma vez disse: ‘tudo quanto existe, tudo que representa Espírito para Espírito, é propriamente uma Roupa, um Traje ou Vestimenta’ (…) Assim, nesse importante assunto das roupas, devidamente compreendido, inclui-se TUDO que o homem PENSOU, SONHOU, FEZ e FOI: todo o UNIVERSO exterior e que o que ele CONTÉM é senão VESTIMENTA; e a essência de toda Ciência reside na FILOSOFIA DAS ROUPAS.

Moda é um FENÔMENO do campo cultural! Têm significado, é representativo, é dinâmico, constante, têm memoria, ajuda a contar nossa história do presente para o passado, e também do passado para o futuro. É um fenômeno da nossa EXISTÊNCIA enquanto HUMANOS … e do TEMPO!

Essa aparente superficialidade acontece porque conhecemos a MODA pela projeção de uma IMAGEM SINTÉTICA, geralmente simplificada, por uma máquina. Máquina essa que tem, para esse assunto, ainda poucas lentes. A mídia. Conhecemos a moda através das lentes que ela possui, que não nos permite ver além do estético no prisma do certo e errado, bonito e feio… ainda bem, graças aos cursos e pesquisas, que isso vêm mudando…

steven meisel vogue italia4

Vocês passaram semestres estudando para ajudar a ajustar essa viciada forma de exposição. É só variar a lente, e então, é possível enxergar com mais clareza e maior extensão : A vestimenta tem história tão antiga quanto o próprio homem, o seu processo passou do puramente manual e oficinal para o industrial. É resultado do SABER, e do FAZER. É necessário criação e planejamento, envolve trabalho intelectual e técnico, e ainda, promove a ideia básica de movimento de mercado : demanda e oferta : DESEJO e NECESSIDADE.

Essas muitas facetas é que dão margem aos estudos, ao entendimento de um processo social de consumo, de um processo social de construção de identidade. Pois sim, a roupa nos conta seriamente sobre isso.

A partir de agora vocês terão a vida toda, profissional, para exercitar a linguagem da IMAGEM de MODA que possa ser RELEVANTE.

Saibam… entendam, se não for RELEVANTE… Não vale. É inócuo. É sem sentido. É incompleto.

E se for sem sentido e incompleto, nos coloca diante de uma questão ainda maior: Gastamos tempo precioso em algo que não funciona … e TODOS PERDEM.

Daí entendemos que o TEMPO têm um movimento preciso! E a MODA, expressa isso com PROPRIEDADE!

Por isso essa eterna urgência. Parece que a moda é sempre vanguarda, mesmo quando é vintage.  É do final do século XIX e inicio do XX, os primeiros pensamentos sobre a moda no mundo capitalista e industrializado, a teoria da distinção social – vista como canal de ostentação do poder econômico das elites. Ainda hoje a moda é utilizada como prisma para o entendimento das bordas sociais.

É comum, ser pela roupa, que podemos classificar o que é válido ou não. A roupa tornou-se mecanismo dos esteriótipos. Com a pergunta ou a sentença do é fashion. Assim mesmo, no inglês. Fica mais bonito. É fashion.

No entanto a moda precisa de movimento, de circulação. Ela até pode começar em um pequeno grupo, mas precisa do movimento para tornar-se legítima. É na rua que ela existe. Na rua, vai do luxo ao lixo. O tanto de informação que a moda carrega, do consumo de bens ao consumo do simbólico.

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A importância social e econômica desse setor segue firme no século XXI. Nas palavras de Diane Crane*, ‘reconstruir as mudanças na natureza da moda (…) é um modo de entender as diferenças entre o tipo de sociedade que está lentamente emergindo’, e esse movimento é continuo e aparentemente cíclico.

É desse movimento que a indústria se alimenta para oferecer produtos de moda que personificam os ideais e valores de uma época e que espelham através das escolhas desses vestuários, os diversos grupos sociais.

É assim que usamos a moda como equivalente aos valores dominantes de uma época. Moda é ao mesmo tempo atemporal e temporal.

Então me atrevo a dizer: NÃO VENDAM FANTASMAS.

Mas sim, espalhem BENEFÍCIOS.

Pensem nisso quando forem VESTIR seu tempo. PENSEM. PENSAR NÃO É PERDA DE TEMPO.

E cada vez mais nesse mundo acredito que precisamos de pessoas que estejam dispostas a PENSAR. Que encontrem SOLUÇÕES. Que propiciem EXPERIÊNCIAS. Que PENSEM e que SINTAM.

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A vestimenta ajuda CONSTRUIR e EXPRESSAR nossas próprias VERDADES. Isso é um exercício diário e continuo, e necessário. E vai afetar diretamente sobre nossas AÇÕES, profissionais e pessoais.

(…) Hoje, DIGO a vocês, se EXPRESSEM VESTINDO-SE do seu melhor! SE VISTAM do MELHOR … no sentido, de serem INTEIROS, ÍNTEGROS, ÉTICOS, COERENTES, GENEROSOS … tenham IDENTIDADE PRÓPRIA, VONTADE e ACREDITEM!

Saibam que o que produzirem sera forma de expressão para os outros! NÃO ALIMENTEM FANTASMAS. Escolher aquilo que será grande, que terá peso, que te guiará, sempre será e te fará RELEVANTE.

Não se limitem às lentes difusas, no superficial do VESTIR. A IMAGEM, sempre é MAIOR e mais PROFUNDA do que aparenta ser.

Não tenho a pretensão de dizer a vocês o que deve e não deve ser IMPORTANTE em vossas vidas. Tenho comigo só a intenção de conduzir um raciocínio. O pensamento de que, NÃO VENDENDO FANTASMAS, NÃO ALIMENTANDO FANTASMAS, NÃO CONSTRUINDO suas VIDAS BASEADAS EM FANTASIAS E ILUSÕES midiáticas, seguirão por um caminho mais simples e VERDADEIRO, com maior chance de sucesso, prosperidade, e principalmente, a REAL FELICIDADE.

Porque no fim, digo a vocês : acredito que, SOMOS aquilo que SOMOS. No profundo do SER… no fundo dos olhos. Acredito que não somos EMPREGO, mas sim COMO trabalhamos. Não somos o que POSSUÍMOS, mas sim COMO usufruímos. Não somos diploma, mas sim o que SABEMOS e principalmente o que, e como, FAZEMOS.

E SER na verdade, já basta.

Mais uma vez, SE VISTAM DO SEU MELHOR! De DENTRO pra FORA! Isso é duradouro e legítimo! E sempre, mais BELO!

Meu DESEJO para vocês, na verdade é muito simples (…)

SEJAM INTEIROS. ESTEJAM DISPOSTOS. TENHAM COMPROMISSO e SE REALIZEM!

(…)

DESEJO acima de TUDO, que suas melhores ROUPAS sejam EXPRESSÃO do melhor de vossos ESPÍRITOS.”

* Thomas Carlyle (1795-1881) foi um historiador inglês da Era Vitoriana, publicou “História da Revolução Francesa”, um marco para a literatura romântica.

* Diane Crane é uma socióloga americana da atualidade e a autora do livro: “A Moda e Seu Papel Social – Classe, Gênero e Identidade Das Roupas”, que trata da história social da roupa. Através de suas pesquisas demonstra como sua função da roupa, de indicar status social, foi gradativamente alterada, nas sociedades contemporâneas, para a de fator de construção da identidade do indivíduo, mediante sua correspondência com valores que cada pessoa escolhe cultivar.

ph: Steven Meisel para Vogue Itália | Julho | 2012

Assinatura Rita.