Mês: janeiro 2016

Nova Estampa: Surrealismo Sertanejo

Quando penso num movimento artístico que explique a minha inquietação enquanto designer, eu penso no Surrealismo.  O Surrealismo foi a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Surgiu na década de 1920 e passeou diversas vezes na moda. Tanto a Arte quanto a Moda e o Design existem em razão da necessidade de expressão do ser inquieto, questionador e sonhador que é o homem. E o que é o meu subconsciente se não um sonho genuinamente sertanejo? No meu sonho tem os lábios da Mae West (assim como no sofá de Dali), mas agora com a cor dos meus lábios encarnados. Tem uma pegada rosa da paixão da estilista Elsa Schiaparelli. Tem as repetições das obras de Rene Magritte e o olhar lacrimal das fotografias de Man Ray. No meu sonho, a lágrima se confunde com o pingo d’agua que não cai do céu no sertão. O mandacaru brilha verde aonde não há cor. O forró e o canto do bem-te-vi me lembram que eu sou daqui, mesmo que não tenha vindo para ficar. A essa mistura dou o nome de Surrealismo Sertanejo, minha nova estampa, meu Eu estampado, minha caatinga colorida, minha arte ressecada.

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Confira algumas referências para a criação desta estampa no Pinterest:

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inventário de filmes | a grande aposta (2015)

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Contém spoilers. A Grande Aposta (2015) foi o segundo filme que assisti esse ano. Saí do cinema me sentindo um pouco mais burra do que quando entrei por que o filme restringe bastante o rol de espectadores ao lidar com um tema absurdamente  profundo como o é mercado financeiro americano. Não me interesso pelo assunto desde que aprendi a tabuada e  a matemática vai continuar sendo uma lógica superficial na minha visão humanista sobre a vida.

Não assisti ao trailer. Li o enredo, mas gostei do elenco e torci para amar algum dos personagens, o que de fato aconteceu com a atuação incrível de Steve Carell (liberando o pouco da neurose que existe em cada pessoa estressada que eu conheço). Se me pedirem para explicar sobre o termos que a Selena Gomez e a Margot Robbie (pescada de outro importante filme sobre o mercado financeiro) ensaiam explicar para os telespectadores, vou dizer que não decorei absolutamente nenhuma sigla. Esse tema é tão distante de mim quanto o tema espacial dos Georges Clonneys e Matt Damons da vida.

Sobre Wall Street eu só entendi o que Scorcese tentou explicar com Leonardo de Caprio e a comparação entre os filmes é tão inevitável que eu ainda não entendo ainda como uma pessoa consegue tornar compreensível esse assunto trocando as siglas por palavrões. Nem entendo o fato desta mesma pessoa não levar uma estatueta sequer pelo empenho, enfim.  O fato é que eu amei muito O Lobo de Wall Street numa razão inversamente proporcional ao filme A Grande Aposta. E olha que tenho uma tendência enorme a supervalorizar temas biográficos…

Do que eu posso analisar: adorei a montagem do filme, a apresentação dos personagens e a atuação de Steve Carell e Brad Pitt. Fora isso, quis sair correndo em vários takes longos e diálogos exaustivamente complexos. Confesso que eu também estava com muita dor de cabeça, daí um pouco da burrice talvez e muito da chatice.

Por fim, achei esse texto de 2010, da Vanity Fair, falando sobre o tal Michel Burry, personagem de Christian Bale e o livro que deu origem ao filme e ainda assim, continuei sem entender muito, mas se você faz parte de um grupo intelectualmente avançado e compreendeu perfeitamente o filme, vá em frente! Leia isso. E boa sorte!

Por onde andei: Covent Garden

Sou apaixonada por Londres. Penso em Londres todos os dias. Penso em vivenciá-la, sinto saudades, sonho com ela. Tem gente que sonha em ficar rico, ficar famoso, ficar magro, eu sonho com Londres. E qualquer coisa relacionada a ela me encanta. Nos últimos dias tenho me sentindo um pouco tristinha e para fugir um pouco do que me deixa assim eu penso em Londres. Decidi começar a arrumar meus álbuns das viagens que fiz em novembro de 2010 e em julho de 2013. Não faz tanto tempo assim que estive lá, mas parece uma eternidade. E enquanto não coloco meus pezinhos lá, vou me divertindo com imagens e leituras, além de estudar sobre a cidade e suas redondezas.

Hoje vou falar de um dos primeiros lugares que eu conheci em Londres: Covent Garden. Assim aproveito para selecionar as fotos dos álbuns que eu nunca fiz!

A região conhecida como Covent Garden, abrange um dos centros comerciais e de entretenimentos mais tradicionais de Londres. O lugar é cheio de lojinhas, teatros, bares, além de artistas de rua fazendo suas performances durante todo o dia.

No meu primeiro dia da vida em Londres, depois de muito andar e fotografar perto do rio Thames, Ricardo me levou para este “bairro” maravilhoso. Nas duas vezes comemos alguma massa gostosa nas redondezas, antes de explorar o lugar. Tenho um problema com massas, estão sempre na primeira opção de prato nos restaurantes que eu vou!

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Lá em Covent Garden todo dia tem alguma novidade. Quando fomos em 2010 a novidade era uma loja gigante da Apple com wifi grátis (raridade há cinco anos!) onde muitas pessoas ficavam do lado de fora da loja aproveitando para checar seus emails e Facebooks.  Da segunda vez que estive lá, uma apresentação de artista de rua no centro da praça fazia todos que passavam dispensar dois minutos (no mínimo!) observando.

As minhas lojas preferidas por lá são: a incrível papelaria Paperchase (amo papelarias!); a loja da Kryolan (maquiagens profissionais!); a Ladurée (patisserie francesa) e, na primeira vez que estive lá, também me chamou atenção a loja da Fred Perry, que na época estava com a coleção de Amy Winehouse (#RIP).

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Checando meus emails na Apple Store de Covent Garden | 2010.
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Inspirando e respirando London pela primeira vez | 2010.
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Vitrine icônica de Amy Winehouse para Fred Perry | 2010.
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Sendo feliz na Kryolan | 2010.
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Artista de rua em Covent Garden | 2013
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A clássica do telefone público! | 2013
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Covent Garden Market por fora | 2013
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A “muvuca” diária de Covent Garden | 2013.
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Performance artística na praça de Covent Garden | 2013.

Nos arredores do Mercado de Covent Garden, também visitei muitos lugares legais como o British Museum, a National Gallery , a Portrait Gallery e a Catedral de Saint Paul, atrações que merecem um post só delas!

Outro programa interessante foi patinar no gelo na Somerset House. A Somerset House, é um palácio à beira do rio Thames onde acontece o London Fashion Week e que, no inverno, abriga uma pista de skating.

No calor e no gelo! | 2010.
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Eu e minha amiga Joana na Somerset House | 2010.

Há ainda muito a ser explorado por mim em Covent Garden (é lógico!) mas para minha próxima visita já elegi: conhecer a Royal Opera House;  tomar uma pint no Porthouse, um pub gigante de uma rede irlandesa que produz sua própria cerveja; visitar o London Film Museum, que tem uma exposição incrível do James Bond; passar algumas muitas horas na National Gallery e conhecer o London Transport Museum e o Sir John Soane’s Museum para riscar mais dois museus londrinos  importantes da minha lista de desejo!

Para quem teve curiosidade com a região, não de passar pelo menos meia hora do seu dia, explorando o site oficial de Covent Garden e descobrindo por que esse é um dos pontos turísticos mais legais de London!

Feliz em Convent Garden | 2010.