#30diasdeLondres Ep. 01: Chegada em Londres.

Dia 01, 25 de junho de 2016.

Ok, já estive sozinha em lugares estranhos e consegui. Vou me apegar a isso. Sempre sonhei passar uma temporada em Londres, mas nunca havia me programado para tal. Estou aqui por causa do Zika Virus. É, o tal do Zika adiou nossos planos de filhos em 2016 e eu encontrei a oportunidade de me ausentar por um tempo de Teresina. Tive quatro meses de preparação e não cheguei preparada. Meu maior desafio em enfrentar aventuras como essa sempre foi o medo de voar. O meu medo de voar é tão grande que eu não pensei em nenhuma adaptação à cidade. Não pensei no inglês, na comida, nas pessoas, na moeda cinco vezes mais cara que a nossa, na saudade, no trabalho. Durante quatro meses eu só pensei nesse bendito avião. Nos benditos aviões. Me apeguei a Santa Rita através de uma medalha que minha mãe me emprestou, rezei como nunca havia rezado e a viagem passou voando. Anestesiei todas as angústias e foquei no meu objetivo: realizar mais um sonho! Assisti dois filmes, encontrei um aluno querido no avião, enfrentei o medo da imigração, me enchi de coragem e fui. Depois de 28 horas transitando entre aeroportos e metrô, digo ao povo que: cheguei! Estou viva! Sã e salva e com a mala cheia de ansiedade e passeios coreografados! Seja bem vinda a mim novamente, Londres!

Casa de Vó | Release

Sou uma designer com dois pés na memória. Escrevo, fotografo e junto recortes para poder reviver o passado a qualquer instante. Um cheiro, um gosto, uma música antiga ou filme assistido me transportam para espaços aonde o tempo parece congelar. Imagens cristalizadas, sensações revisitadas e lembranças colecionadas permeiam a minha vida desde 1983. Tenho um relicário de referências passadas, minhas e dos outros. Guardo numa caixa imaginária todas as manchas, puídos, desbotamentos e lágrimas bem ao lado dos adornos mais coloridos dos meus dias até aqui: os momentos felizes que eu dividi com as pessoas.

A Casa de Vó é um lugar imaginável. Um casa, um sítio, uma porta, uma cadeira, um retrato emoldurado. A Casa de Vó são todas as plantas regadas, os ladrilhos gastos, os óculos ralados e os sorrisos enrugados. A Casa de Vó é aquele lugar gostoso e infinito que não tem endereço fixo, mas tem um lugar cativo no coração das pessoas.

Para essa primeira parte da coleção: Monsteras e Hibiscos se misturam aos Ladrilhos em Tons de Inverno, aquecidos com uma boa gemada e pelo café coado do final da tarde. As cadeiras de espaguete e arame farpado me lembram da simplicidade da Casa de Vó do interior mais profundo do meu coração. A Casa de Vó me conecta às raízes do meu ofício, às minhas avós e bisavós costureiras e bordadeiras, algumas que eu não conheci, outras nas quais me reconheci por inteira.

A Casa de Vó é sobre as pessoas e suas lembranças. É sobre o passado decorando a vida como um laço no presente.

Eu, em 1987, na Casa da minha avó Raimundinha.

fotografia de moda | editorial Jardin des Délices

Vim mostrar para vocês mais um editorial lindo! Dessa vez, o tema não poderia ter sido mais conveniente: cactos. Muitos!


O editorial “Jardin des Délices” da edição de setembro passado, da revista L’Officiel Suíça, traz a modelo Mariana Braga, em fotos de Adele Obice, styling de Anna Neretto, maquiagem de Ivona Milosevic e cabelo de Elena Gentile. As fotos estão lindas, o ambiente, perfeito, e têm tudo a ver com a Rita!

Gostaram?

Beijos! Patrícia Sousa.