A história de uma estampa: Pescaria.

PescariaKraftPeq

Um tema recorrente nas minhas fotografias de praia é a vida de um pescador do mar. Além de todos os sentimentos ligados a essa que é uma das profissões mais antigas que se tem notícia, o labor do pescado sempre rende cores e texturas além do imaginável. Minhas observações são sempre da praia. Nunca adentrei o mar numa canoa de pescador, mas sempre observo quando algo relacionado a ela surge no meu caminho.

A Estampa Pescaria é o registro de uma casinha de pescador na Praia do Patacho, no litoral norte do Estado de Alagoas. As cores e texturas pela madeira envelhecida e o desbotado da tinta desgastada pelo tempo são uma estampa pronta! Quando eu a fotografei não imaginava! Fiz essa sequência em junho de 2015 quando viajamos para comemorar um dia dos namorados e somente no final de 2016 resolvi transformá-la em estampa.

 

Então, depois de criada a estampa, inseri nos modelos e confeccionei em várias bases diferentes: cetim, crepe, neoprene, malha, etc. O resultado ficou incrível! Em cada peça valorizo uma parte diferente da estampa, que ainda conta com cadeados enferrujados que fazem as vezes de cintos estampados.

 

 

Amei esse trabalho! Autoria pra mim, é alto ria!

As fotos dessa coleção você encontra aqui.

ph: @dekolira | modelo: @joanagneta | acessórios: @jorgebischoffteresina | locação: @saccaroteresina | produção: @paty_css e @yurii_ribeiro |

Casa de Vó | Release

Sou uma designer com dois pés na memória. Escrevo, fotografo e junto recortes para poder reviver o passado a qualquer instante. Um cheiro, um gosto, uma música antiga ou filme assistido me transportam para espaços aonde o tempo parece congelar. Imagens cristalizadas, sensações revisitadas e lembranças colecionadas permeiam a minha vida desde 1983. Tenho um relicário de referências passadas, minhas e dos outros. Guardo numa caixa imaginária todas as manchas, puídos, desbotamentos e lágrimas bem ao lado dos adornos mais coloridos dos meus dias até aqui: os momentos felizes que eu dividi com as pessoas.

A Casa de Vó é um lugar imaginável. Um casa, um sítio, uma porta, uma cadeira, um retrato emoldurado. A Casa de Vó são todas as plantas regadas, os ladrilhos gastos, os óculos ralados e os sorrisos enrugados. A Casa de Vó é aquele lugar gostoso e infinito que não tem endereço fixo, mas tem um lugar cativo no coração das pessoas.

Para essa primeira parte da coleção: Monsteras e Hibiscos se misturam aos Ladrilhos em Tons de Inverno, aquecidos com uma boa gemada e pelo café coado do final da tarde. As cadeiras de espaguete e arame farpado me lembram da simplicidade da Casa de Vó do interior mais profundo do meu coração. A Casa de Vó me conecta às raízes do meu ofício, às minhas avós e bisavós costureiras e bordadeiras, algumas que eu não conheci, outras nas quais me reconheci por inteira.

A Casa de Vó é sobre as pessoas e suas lembranças. É sobre o passado decorando a vida como um laço no presente.

Eu, em 1987, na Casa da minha avó Raimundinha.

mais da coleção | belo, áspero, intratável

Na terceira (e última) parte da coleção #beloásperointratável as peças já recebem pinceladas de outono/inverno. São acrescidas novas estampas adquiridas de maisons italianas em tecido 100% seda. Além de peças de couro com textura e bodies divertidos que se despedem na irreverência do verão.

Nova Estampa: Surrealismo Sertanejo

Quando penso num movimento artístico que explique a minha inquietação enquanto designer, eu penso no Surrealismo.  O Surrealismo foi a corrente artística moderna da representação do irracional e do subconsciente. Surgiu na década de 1920 e passeou diversas vezes na moda. Tanto a Arte quanto a Moda e o Design existem em razão da necessidade de expressão do ser inquieto, questionador e sonhador que é o homem. E o que é o meu subconsciente se não um sonho genuinamente sertanejo? No meu sonho tem os lábios da Mae West (assim como no sofá de Dali), mas agora com a cor dos meus lábios encarnados. Tem uma pegada rosa da paixão da estilista Elsa Schiaparelli. Tem as repetições das obras de Rene Magritte e o olhar lacrimal das fotografias de Man Ray. No meu sonho, a lágrima se confunde com o pingo d’agua que não cai do céu no sertão. O mandacaru brilha verde aonde não há cor. O forró e o canto do bem-te-vi me lembram que eu sou daqui, mesmo que não tenha vindo para ficar. A essa mistura dou o nome de Surrealismo Sertanejo, minha nova estampa, meu Eu estampado, minha caatinga colorida, minha arte ressecada.

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Confira algumas referências para a criação desta estampa no Pinterest:

Siga a pasta Surrealismo Sertanejo de Rita no Pinterest.

mini-coleção de festas | tecidos italianos.

Hoje quero mostrar algumas criações que do finalzinho de 2015. Desenvolvi uma mini-coleção de festas que continua no começo do ano por que janeiro é um mês festivo demais em Teresina! A matéria-prima dessas peças veio direto da Itália através de amigos que eu conheci no ano passado (Viva 2015!). O registro delas precisava ser tão especial quanto e, para isso, pude contar com uma equipe maravilhosa. Agradeço a todos no final do post, pessoas criativas e profissionais que em tempo recorde criaram essas imagens lindas:

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Fotografia: André Lira.
Modelo | Styling | Produção: Rita Prado.
Beleza: Spetaculare.
Locação: Coco Bambu Eventos.
Ambientação: Patrícia Liberal | LEMS por Arquitetar.
Assistente de Produção: Patrícia Souza.
Acessórios: Acervo Pessoal.
Agradecimentos: Osmir Pierot.