Categoria: cinema

Big Little Lies | Primeira Temporada

( contém spoilers! )

Terminei a Primeira Temporada de Big Little Lies. Digo primeira temporada, com a esperança de existir uma segunda, embora ela não tenha sido criada com esse intuito. Big Little Lies foi criada a partir do romance da australiana Liane Moriaty. Eu comecei a assistir a série original da HBO por acaso. Não cheguei a ler nada a respeito, mas foi amor à primeira vista!

A abertura já é uma mini-apresentação dos personagens principais: as mães e seus respectivos filhos. A primeira cena apresenta a investigação de um assassinato cujo morto só se descobre quem é, nas  últimas cenas do último capítulo da temporada, sorry. As cenas do elenco de peso (nomes como Nicole Kidman, Reese Winterspoon, Shailene Woodley, Alexander Skarsgård e Laura Dern) são intercaladas com depoimentos de personagens secundários, ajudando o telespectador a compreender as características de cada personagem.

A série trata da vida doméstica desses personagens. Mentiras, romance, violência, traição, moral e culpa são algumas das questões levantadas em cada episódio.

Me identifiquei um pouco com cada personagem, mais com umas do que com outras e amei muito a garotinha que interpreta a filha da Reese.

Tem o meu respeito uma série cujo ápice das personagens acontece com elas vestidas de Audrey Hepburn em vários filmes diferentes.

 

As personagens da Nicole Kidman e da Shailene Woodley usam o clássico tubinho preto do filme “Bonequinha de Luxo” (1961). Esse é um dos figurinos mais icônicos da Audrey e do cinema! Mas eu particularmente, já abusei um pouco dele. Esses anos todos trabalhando com moda, já vi essa imagens mais de mil vezes, então não me encanta mais.

Do mesmo filme e na minha opinião, o mais interessante de todos, está o figurino da personagem da Reese Winterspoon no episódio final da série. Essas peças me representam muito mais e as cenas originais da Audrey no filme, também!

A personagem interpretada por Zoe Kravitz, usa um figurino incrível inspirado no filme “My Fair Lady” (1964).

Outro figurino importante do filme “My Fair Lady” é usado pela personagem da Laura Dern. Espetacular!

Algumas personagens coadjuvantes usam figurinos inspirados noutros filmes, mas não encontrei imagens da série para ilustrar. Um figurino maravilhoso, de um filme igualmente maravilhoso, é esse:

Esse é um figurino do filme “Funny Face” (1957), tem 60 anos, mas é super atual! Vestiria fácil!

Ah, os personagens masculinos, nessa mesmo episódio de Big Little Lies,  estão vestindo fantasias de Elvis Presley em vários momentos da carreira!

E você, ficou curioso sobre a série, sobre os filmes ou sobre os dois, hein?

 

Inventário de Filmes | Esquadrão Suicida

SUICIDE SQUAD

Simplesmente a-m-e-i o filme Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) que estreou mundialmente esta semana. Já havia visto o trailer todas as quinhentas vezes que fui ao cinema este ano, mas ele superou as expectativas do trailer. Não li absolutamente nenhuma crítica antes de assistir, tampouco ouvi comentários de conhecidos que assistiram antes de mim e adorei! Agora vou contar por quê e isso inclui alguns spoilers, então, se não assistiu, tchau.

Trilha sonora e fotografia são 80% de um filme para mim. E logo nos primeiros 15 minutos o filme mexeu com todas as soundtracks escondidas nas minhas memórias. Também gostei muito da apresentação dos personagens e da montagem. O filme é baseado em quadrinhos, logo que não tem paciência para cortes trucados, fica meio confuso, mas eu amei. Hoje dei uma lida em algumas críticas, gente falando sobre cenas “excluídas”, gente que esquece que o trailer tem licença poética para mostrar o que quiser, ele é uma ferramenta de marketing. Não aguento o blá blá blá da turma dos quadrinhos querendo encontrar em filmes de ação/ficção justificativas para isso ou aquilo. Melhor mudar de gênero.

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O que tenho para falar de ruim é o fato do personagem de Jared Leto, o Coringa, ser um coadjuvante da história. De fato, Coringa e Harley Quinn são os melhores personagens e foram interpretados brilhantemente. Acredito que a DC Comics esteja pensando em um filme só deles. O Jared Leto é um gênio da dramaturgia. Já assisti muitos filmes com ele e cada dia minha admiração aumenta mais!

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A personagem de Margot Robbie (minha grande surpresa como atriz!) é impecável. Harley Quinn é a minha mais nova personagem favorita. A caracterização dela é incrível. Saí do cinema querendo uma festa a fantasia para ontem! Preciso me vestir como essa mulher urgente! Preciso daquele cabelo e daquela maquiagem! Há tempos nenhuma personagem feminina tinha tanta personalidade.

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A fotografia do filme é bem interessante também, como em Batman (que também aparece no filme) temos cenas à noite, chuva, cidades escuras, luzes contrastadas e poucas cores. As cores ficam por conta dos personagens mais icônicos. Inclusive uma das cenas mais lindas é quando o Coringa resgata a Harley Quinn de um tonel químico, parece uma pintura!

Bom, mas controvérsias à parte, eu amei mesmo foi a trilha, apesar de muitas das músicas aqui listadas não estarem na soundtrack oficial do filme, há muito rock do bom a ser ouvido em Esquadrão Suicida, não é mesmo?

Linkei as que eu gostei mais!

House Of The Rising Sun” — The Animals
You Don’t Own Me” — Lesley Gore – também adoro a versão moderna dessa música!
“Sympathy For The Devil”— The Rolling Stones – clássica!
Standing In The Rain” — Action Bronson, Mark Ronson and Dan Auerbach
“Super Freak”— Rick James – olha esse clipe!
“Purple Lamborghini” — Skrillex and Rick Ross
“Dirty Deeds Done Dirt Cheap” — AC/DC
“Slippin’ Into Darkness” — War
Fortunate Son”— Creedence Clearwater Revival
“Black Skinhead”— Kanye West
“Gangsta” — Kehlani
“Over Here” — Rae Sremmurd feat. Bobo Swae
“Know Better” — Kevin Gates
“Paranoid” — Black Sabbath – outro clássico do rock!
Seven Nation Army” — The White Stripes – amo muito.
Without Me”—Eminem – s2
“Spirit In The Sky” — Norman Greenbaum
“Come Baby Come”— K7
I’d Rather Go Blind” — Etta James
“Symphony No. 3, Op. 36 “Symphony of Sorrowful Songs”: III. Lento – Cantabile semplice” — Henryk Górecki
Bohemian Rhapsody” — Queen – a música do trailer! Mas existe uma segunda versão com Panic! At the Disco.
Heathens” — Twenty One Pilots – estou meio viciada nessa banda!
Sucker For Pain” — Lil Wayne, Wiz Khalifa & Imagine Dragons with Logic and Ty Dolla $ign (Feat. X
Ambassadors)

Bom, pelo menos da trilha sonora, eu tenho certeza que os haters gostaram 😉

love & mercy (2014) | the beach boys.

 

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Esses dias assisti um filme muito bom: Love and Mercy. Há tempos tinha visto o trailer no Youtube (entre os passatempos favoritos!) e como sou fã de biografias, fiquei contando as horas para chegar no Net Now. Esse filme conseguiu reunir muitas das minhas paixões: biografias, música, cinema, figurino e anos 1960.

Sou fã do The Beach Boys, como já falei aqui. O filme trata da personalidade excêntrica e atormentada do líder da banda, o genial Brian Wilson. O Brian Wilson é um dos melhores músicos vivos, mas uma pessoa cheia de peculiaridades. O filme mostra um pouco do que esse cara fez pela música e das inovações da banda que reverberam por várias gerações depois.

 

 

O figurino é excelente e ajuda a localizar o espectador na história que se passa em duas décadas diferentes: a de 1960 e a de 1980. No elenco temos John Cusack, Elisabeth Banks, Paul Giamatti e Paul Dano, que dá um show de interpretação com o personagem de Brian nos anos 1960.

 

 

Se você ainda não conhece a banda, comece agora mesmo a entender a contribuição do The Beach Boys para tudo o que a gente escuta de bom hoje. Separei alguma das minhas músicas preferidas:

  1. God Only Knows, criada em 1966 para o antológico disco Pet Sounds, foi uma das primeiras que eu ouvi. Acho que essa é a minha música preferida, inclusive numa lista que inclui todas as músicas dos Beatles. Entrei no meu casamento com o grupo Ockteto cantando essa música para eu encontrar o meu marido com os olhos marejados. A cena que explica essa canção no filme, é linda!

P.S.: Uma versão lançada há quase dois anos pela BBC reuniu grandes nomes da música (a maioria inglesa) para esse clipe lindo:

2. Don’t Worry Baby, de 1964 foi a primeira música do The Beach Boys que eu escutei na vida. Sabe aquelas músicas “amor à primeira ouvida”? Eu me lembro exatamente da primeira vez que eu ouvi. Se forçar muito e buscar nos meus diários eu defino exatamente o dia e a hora. Por ora, posso dizer que ouvi em 2002. Eu sei, é uma vergonha. Não sei aonde eu estava que não havia ouvido antes. Depois ganhei um cds, desses especialmente compilados, com outras três músicas, me apaixonei perdidamente pela banda.

P.S.: Infelizmente, a qualidade das imagens, não é boa, mas a cena da gravação desse clipe, também está no filme!

3. Good Vibrations, de 1966 é uma das músicas mais animadas do grupo. O vídeo é de 1968, mas a energia é a mesma. Eles receberam uma cartão de Paul e John parabenizando o grupo pela música! Em 2005, a Revista Rolling Stones divulgou um ranking com as 500 melhores canções de todos os tempos, Good Vibrations ficou em 6o. lugar, tá?

4. Wouldn’t be nice, lançada em 1966, também parte do disco Pet Sounds, é uma das músicas mais repetidas em trilhas sonoras de filmes fofinhos. A primeira vez que apareceu foi no filme Shampoo (1975) que já está na minha lista de pesquisa de figurinos nos anos 1970; depois foi a vez de Um Verão Muito Louco (1986), Jonh Cusack nem imaginava o que viria anos depois; também aparece num dos primeiros documentários de Michael Moore, Roger e Eu (1989); depois Sleepers (1996) e Como se fosse a primeira vez (2004).

Achei esse vídeo de uma apresentação da banda no LiveAid, um dos eventos musicais mais importantes que aconteceram na década de 1980.

5. In My Room é uma música de 1963 que foi escrita em uma hora. Fala sobre o mundo particular que cada um criamos em nosso próprio quarto ou num lugar só nosso. Eu entendo como uma canção sobre solidão, incompreensão e resguardo. Cada uma interpreta a sua maneira.

 

Para finalizar, uma imagem do Brian Wilson com o elenco que interpreta a banda The Beach Boys no filme Love & Mercy (2014):

 

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Um filme costurado com essa trilha sonora só poderia render gratas doses de emoção. Segura o choro!