#Vida de Rita – Mais Loira.

Já que a gente não pode ter Vida de Rica, a gente tem Vida de Rita, que modéstia à parte é muuuuito melhor!

Neste episódio eu mostrei como eu fiquei mais loira com uma super ajuda da hair designer Suzanne Nunes. Passei uma tarde na Urban Beauty Casa para realizar o sonho do loiro perfeito!

Por Onde Andei | Rio

No mês passado, eu e meu marido passamos 5 dias no Rio de Janeiro. Foram 5 dias super intensos de aprendizado e experiências!

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Nos três primeiros dias estivemos na Convenção da empresa de combustíveis Ipiranga, que estava completando 80 anos de história. Um sonho para qualquer empreendedor! Ricardo já havia me preparado para a estrutura que é o evento, mas eu não imaginava tanto! O evento foi realizado no Rio Centro (um centro de convenções gigante na Barra da Tijuca), então ficamos hospedados na Barra durante os primeiros dias. Saímos de casa as 9 e chegamos às 23 todos os dias, assistimos uma infinidade de palestras nacionais e internacionais, com as melhores cases do mercado. Anotei muitas coisas e refleti muito sobre a forma como direciono a minha marca. Eu nunca imaginei que fosse aprender tanto num evento voltado para uma área completamente diferente da minha! Foi incrível, só tenho a agradecer ao meu marido pelo convite e oportunidade. Ao final de cada dia, ainda no Rio Centro, nós tínhamos um jantar e um show.

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No primeiro dia o show foi do cantor Daniel, muito animado, muito carismático, mas não aproveitamos tanto por que meu corpo ainda não tinha se adaptado ao ritmo do evento e à madrugada acordada – não durmo em avião. No segundo dia, conseguimos aproveitar mais, era o show de aniversário dos 80 anos da Ipiranga. O “pequeno show” fez uma retrospectiva musical de 80 anos para cá. O show teve a participação de Maria Gadu, Péricles, Paulo Ricardo, Frejat e Anitta, nessa ordem. Cada artista cantou entre três e quatro música e depois todos voltaram para cantar juntos no final. Foi muito bom! O último dia de Convenção terminou mais cedo, mas teve um momento com Ivete Sangalo e Sabrina Sato – ambas lindas e simpáticas!

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Nesses três primeiros dias estivemos hospedados num hotel maravilhoso, o Windsor Marapendi. Não conhecemos muito do hotel por que não deu tempo, mas me encantou duas fantasias de escola de samba no hall de entrada. É impressionante a riqueza desse figurino de Carnaval!  Ainda no final do dia mudamos para a Zona Sul para aproveitar alguns pontos turísticos.

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Na Zona Sul ficamos hospedados no Hotel Yoo2, no Botafogo. Uma das escolhas mais acertadas da viagem! O hotel é incrível para os amantes do Design, além de ter a minha vista preferida do Rio de Janeiro: o Pão de Açucar. Não conheço ninguém próximo que tenha se hospedado lá, encontrei ele no Google mesmo, mas depois que eu cheguei aqui, vi que Angélica e Laís Ribeiro também deram uma passada por lá em fevereiro. Logo que cheguei fiquei impactada com o grafite no elevador! Nunca vi nada parecido. Os quartos são lindos, a comida é ótima e o rooftop é incrível. A piscina tem visão para o Cristo Redentor e à noite sempre tem um DJ animando o espaço. Pena que passamos tão pouco tempo! Mas voltaremos com certeza!

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À noite fomos conhecer o Riso em Ipanema. Fiz a reserva para Internet por que achei o espaço lindo! O restaurante fica num casarão dos anos 1970 Ricardo comeu o melhor salmão da vida dele! O salmão deslizava na boca! E eu pedi um polvo que estava lindo e maravilhoso! Tomamos duas capiroskas e pegamos o Uber de volta para o hotel.

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Depois do Riso subimos para o terraço do hotel e pudemos ver o Cristo à noite. Estava super nublado e achávamos que não daria para ver, mas como num momento mágico ele apareceu para nós. Essa noite conversamos e agradecemos a Deus pela oportunidade de conhecer esses lugares, viver essas experiências. Não temos muito na nossa vida, mas temos esses momentos! Aliás, priorizamos esses momentos. Nos desligamos no resto do mundo às vezes, só para apreciar a melhor coisa da vida: estar com quem se ama!  Ainda no terraço tomamos um drink com cachaça, rapadura, limão siciliano e limão taiti, estava muito bom!

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Só nos sobrou um dia de passeio no Rio. Juntos, só estivemos no Rio por duas vezes. A última vez havia sido em 2011. Também só tivemos dois dias de passeio, mas fizemos o básico carioca: Cristo, Pão de Açúcar, Lagoa, Copacabana, Leblon etc. Dessa vez eu queria explorar espaços diferentes então pesquisei áreas que pudessem estar relativamente próximas.

Começamos o dia pegando muito trânsito. O Rio está entre as 5 cidades com o pior trânsito do mundo. Ele vence de São Paulo (juro!), além do que era sábado (pré Carnaval), ou seja, muitos bloquinhos nas ruas. Mas isso foi um detalhe pequeno perto das coisas que vivenciamos lá.

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Nossa primeira parada foi no Parque Laje. O Parque Laje era um antigo engenho de açúcar do Brasil Colonial, mas foi reformulado na década de 1920, pelo então proprietário Henrique Lage. Logo na entrada existe um casarão em torno de uma piscina com mármore e azulejos italianos. A vista para o Cristo é incrível! No casarão funciona uma Escola de Artes. Os jardins que cerca a casa fazem parte da Floresta da Tijuca. Muitas pessoas fazem ensaios fotográficos lá. Não visitei o Parque inteiro por pura falta de informação. Fiquei desapontada com a conservação do local. A piscina estava suja, não há placas indicativas, o banheiro é precário. Não havia mapas, nem guias. Fico muito triste com o abandono dos nossos patrimônios históricos. Como falar em turismo desse jeito? Apesar de ter achado o local bonito, fiquei com uma sensação de insegurança enorme. Depois do Parque Laje iríamos ao Jardim Botânico, mas como perdemos muito tempo no trânsito, achamos melhor seguir.

Partimos rumo ao Parque das Ruínas. O Parque das Ruínas é um centro cultural que fica no bairro Santa Teresa. Pesquisei algumas imagens do local e achei bem fotogênico, mas não estava acontecendo nenhum evento então a nossa visita foi bem rápida! O prédio mescla as ruínas de um antigo palacete com estruturas de ferro e vidro. O mirante dá uma visão de 360º. do Rio, vale à pena a visita!  Mas o mais legal (e que não estava no roteiro!) foi a visita ao Museu Chácara do Céu que fica ao lado do Parque das Ruínas.

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O Museu Chácara do Céu é lindo! E está situado numa das antigas residências de Raimundo Ottoni de Castro Maya, um bem sucedido empresário e colecionador de obras de arte. Se trata de uma residência modernista, em estilo cubista, com amplos jardins, situado numa parte alta do bairro de Santa Tereza. Lá existem muitos originais de obras de arte feitos por artistas que estiveram no Brasil principalmente na primeira metade do século XIX, incluindo quase 500 originais do Jean-Baptiste Debret. Tem muito Debret! E também tem Portinari! A casa é linda, mas carece de recurso para manutenção. É um museu pouco conhecido para os piauienses, eu acho. A biblioteca é incrível, muitas edições icônicas da literatura nacional me chamaram atenção. Por favor, alguém divulga esse museu! Eu e Ricardo ficamos encantados com o acervo!

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Depois do Museu Chácara do Céu seguimos a pé rumo à Escadaria Selarón. Esse sem dúvida é o melhor caminho para a Escadaria, pois a contemplamos no alto com paradas estratégicas para as fotos! É que se fizemos o sentido contrário teríamos que subir todos os 260 degraus e não descê-los. Para baixo todo santo ajuda! E o calor estava insuportável nesse dia! Era meio dia de Rio 40 graus com sensação de 50, fácil! A Escadaria Selarón liga os bairros de Santa Teresa à Lapa. A Escadaria é um grande mosaico do artista chinelo Jorge Selarón, formado por azulejos de mais de 60 países diferentes. Ele começou a obra nos anos 1990 com recurso próprio e hoje é um ponto turístico dos mais legais no Rio.

Ah! Nesse entorno estava previsto almoçar no Aprazível, andar de bondinho e tirar umas fotos na Catedral e nos arcos da Lapa, mas por motivo de calor, tempo e insegurança, ficou para a próxima! Da Escadaria fomos para o Museu do Amanhã.

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O Museu do Amanhã fica na região portuária do Rio de Janeiro. Ele faz parte de um projeto de revitalização dessa área. O edifício é impressionante! Tem formas orgânicas, inspiradas em bromélias e espelhos d’agua fotogênicos que formam uma área de quase 35 mil metros quadrados. Compramos os ingressos pela Internet para não pegar fila. Logo que chegamos fizemos um lanche no café e fomos explorar os espaços. Começamos pelas exposições temporárias: Rolé pelo Rio Hackeado, que propõe o empoderamento das cidades por pessoas inquietas, os chamados “hackers” e “O poeta voador”, sobre o incrível brasileiro Santos Dumont e seus feitos. É um museu sobre ciência e tecnologia a favor do futuro da Terra. Os espaços são interativos e sensoriais, ótimo para levar a família! Eu e Ricardo tivemos a mesma opinião acerca do Museu. O Museu é lindo, mas é muito mais estrutura do que museu. O prédio é gigantesco, mas muitos espaços são subaproveitados. Na balança do investimento eu acho que ele teria a mesma importância se fosse menor, mas mais aproveitado.

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Do Museu do Amanhã caminhamos pelo Pier Mauá para ver os murais dos grafiteiros. O mais famoso deles é o “Etnias” do Kobra, que tem 2.500 mil metros quadrados e representa os cinco continentes. Mas o meu preferido é o da Rita Wainer: “Saudade é Amor | Sigo te esperando”. Sou apaixonada por grafite!

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Voltamos para casa de BRT (o novo sistema de transporte do Rio). Achei seguro, frio, limpo e organizado. Descemos no aeroporto Santos Dumont que era a estação mais próxima do hotel. Pegamos um Uber e ainda vimos o por do Sol na piscina.

Quando ainda estávamos no Museu recebi uma mensagem da Ana Lu, carioca que morou em Teresina nos anos 2000 nos convidando para o Show do Seu Jorge na Sociedade Hípica Brasileira. À noite lá fomos nós! Nos divertimos, conversamos sobre Teresina e já me deu saudade do Rio! No outro dia de manhã partimos para o aeroporto e chegamos em Teresina, sã, salvos e revigorados! O Rio é a cidade mais fotogênica do Brasil! Todo cantinho tem seu charme. Me apaixonei novamente! Já estamos pensando em voltar!

Meu Bem, Meu Mal.

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Foto tirada em 2011 para o Instagram.

Passei uns dias sem Instagram. A ideia era ter mais tempo no feriado para organizar coisas que insistem em ser adiadas, coisas de casa, nada sério. É que nada sério de verdade vem tomando o meu tempo, o nosso tempo, há sete anos. Quando eu comecei no Instagram, em 2010, foi para postar algumas fotos de uma viagem a Recife. Eu me apaixonei pela identidade social da nova rede, pelos filtros que remetiam a antigos filmes fotográficos e pela simples ideia de postar uma foto quadrada e mostrar para os amigos. Era tão legal quando tudo se resumia a fotos de comidas que antes eu postava no Twitter com a legenda “#servidos?”, depois vieram as selfies no espelho (do carro, do elevador e de todos os banheiros fotogênicos pelo caminho), aliás o termo #selfie – que rendeu à Kim Kardashian um icônico livro para a história da fotografia – avisem aos seus netos!, o termo “selfie” só pegou no Brasil cerca de dois anos depois. O Instagram começou a ficar sério quando eu comecei a postar o tal #lookdodia, algo que virou moda na rede social ainda em 2011. Eu já acompanhava coisas parecidas no Flickr – uma rede social super legal de fotografia – quando algumas gringas que eu seguia usavam um termo “Wardrobe Remix” para mostrar o que hoje a gente chama com propriedade de “look”. Em 2011 eu já ia fazer quatro anos de Atelier e já não usava mais Orkut e sim Facebook como ferramenta de venda para o resto do país. Não preciso dizer o quanto o “look do dia” me ajudou a vender as peças produzidas no Atelier. Aliás, o único motivo pelo qual eu ainda estou no Instagram é o meu trabalho com a Moda. O Instagram passou a ser uma ferramenta de Moda. Para mim, a exposição de todas as coisas que eu gosto, através das fotos que eu tiro, dos lugares que frequento, das pessoas com as quais eu me relaciono e até dos livros que eu leio, só tem um sentido: comunicar a identidade da minha marca. Através das redes eu comunico a identidade da minha marca que durante todos esses anos, tem trabalhado para atingir o público que compartilha das mesmas referências, desejos e anseios que eu. Mas às vezes o tiro sai pela culatra. Nessa ânsia de comunicação eu tenho que expor a mim mesma e o preço, na maioria das vezes, são confuso demais para minha cabeça. Eu explico: quanto mais eu consumo os perfis do Instagram, mas eu fico confusa quanto a mim mesma. No começo eu encontrei entre cem e duzentas pessoas/perfis interessantes para acompanhar por motivos diversos como: fotografias bonitas, roupas legais, artistas interessantes, lugares que eu pretendia conhecer etc. Mas depois essa lista foi crescendo exponencialmente até que eu não desse mais conta de acompanhar durante os meus vinte minutos na cama antes de dormir. De repente o mundo ficou interessante demais, bonito demais, rico demais, com a pele boa demais, com o corpo malhado demais e vivendo coisas espetaculares demais todo dia. E eu comecei a me sentir menos. Hoje eu sigo cerca de 1500 perfis que eu desejo reduzir aos mesmos 200 do começo por que a velocidade das demasiadas experiências postadas no meu dia têm enchido o meu saco. Não só o meu saco, mas a memória de todos os aparelhos celulares defasados que eu tenho tido nos últimos sete anos, a bateria deles e o item mais importante de todos: o meu precioso tempo. Esses dias eu soube que, nós brasileiros, gastamos em média três horas por dia olhando para o celular e, eu acredito que duas dessas horas, nós passamos no Instagram. Somos o 3º. país mais desesperado no ranking mundial. Estou nessa estatística. Conheço pessoas que não estão e as admiro muito, quero ser como elas. Não me considero viciada, mas me vejo como uma dependente dessa relação e isso é muito chato. Por vezes me peguei tirando fotos em viagens pensando nas legendas e até em alguns comentários recebidos. Outras vezes, eu confesso com vergonha, chateada por que quase não “curtiram” minha boa luz, uma fotografia inspirada. Para muitas pessoas o “Insta” continua sendo aquele amigo legal, aquele mesmo do começo de sua existência para mim. As redes nos distanciaram das pessoas de verdade para nos aproximar das pessoas de… bom, eu não usaria esse termo, mas talvez seja a “meia verdade”, aquela que a gente quer fazer com que seja verdade e meia. Afinal, poucas pessoas que eu conheço têm a coragem de dizer que o seu dia foi difícil, que deu tudo errado ou que sua vida está uma m#rda no Instagram. Quanto a mim, estou consciente da reação que uma postagem provoca na vida das pessoas, das melhores as piores. Dos sentimentos mais entusiasmados aos mais vis. Nunca é tarde para aprender a dominar o indomável. Esses dias ausentes e o fato de ninguém ter me questionado a respeito, me fizeram refletir sobre a importância que damos as coisas que são colocadas em nossas vidas. Eu poderia ter feito essa reflexão e sua consequente mudança sem escrever nada à respeito, mas a possibilidade de ajudar na libertação de  alguém que sinta a mesma angustia que eu, é motivador! E essa minha característica, Insta, você não vai me fazer esquecer nem por um minuto!

#30 Dias de Londres – EP12 – Victoria & Albert Museum + Oxford St. (de novo e sempre!)

Mais um episódio de #30diasdeLondres no ar! Dessa vez, voltei ao V&A Museum (o melhor do mundo!) para buscar referências para a mini coleção que eu apresentei na Central Saint Martins, em julho. No episódio também tem um passeio na Oxford Street e suas vitrines lindas e a volta pra casa naqueles ônibus lindos de Londres! Clica aí, comenta e curte, né?