love & mercy (2014) | the beach boys.

 

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Esses dias assisti um filme muito bom: Love and Mercy. Há tempos tinha visto o trailer no Youtube (entre os passatempos favoritos!) e como sou fã de biografias, fiquei contando as horas para chegar no Net Now. Esse filme conseguiu reunir muitas das minhas paixões: biografias, música, cinema, figurino e anos 1960.

Sou fã do The Beach Boys, como já falei aqui. O filme trata da personalidade excêntrica e atormentada do líder da banda, o genial Brian Wilson. O Brian Wilson é um dos melhores músicos vivos, mas uma pessoa cheia de peculiaridades. O filme mostra um pouco do que esse cara fez pela música e das inovações da banda que reverberam por várias gerações depois.

 

 

O figurino é excelente e ajuda a localizar o espectador na história que se passa em duas décadas diferentes: a de 1960 e a de 1980. No elenco temos John Cusack, Elisabeth Banks, Paul Giamatti e Paul Dano, que dá um show de interpretação com o personagem de Brian nos anos 1960.

 

 

Se você ainda não conhece a banda, comece agora mesmo a entender a contribuição do The Beach Boys para tudo o que a gente escuta de bom hoje. Separei alguma das minhas músicas preferidas:

  1. God Only Knows, criada em 1966 para o antológico disco Pet Sounds, foi uma das primeiras que eu ouvi. Acho que essa é a minha música preferida, inclusive numa lista que inclui todas as músicas dos Beatles. Entrei no meu casamento com o grupo Ockteto cantando essa música para eu encontrar o meu marido com os olhos marejados. A cena que explica essa canção no filme, é linda!

P.S.: Uma versão lançada há quase dois anos pela BBC reuniu grandes nomes da música (a maioria inglesa) para esse clipe lindo:

2. Don’t Worry Baby, de 1964 foi a primeira música do The Beach Boys que eu escutei na vida. Sabe aquelas músicas “amor à primeira ouvida”? Eu me lembro exatamente da primeira vez que eu ouvi. Se forçar muito e buscar nos meus diários eu defino exatamente o dia e a hora. Por ora, posso dizer que ouvi em 2002. Eu sei, é uma vergonha. Não sei aonde eu estava que não havia ouvido antes. Depois ganhei um cds, desses especialmente compilados, com outras três músicas, me apaixonei perdidamente pela banda.

P.S.: Infelizmente, a qualidade das imagens, não é boa, mas a cena da gravação desse clipe, também está no filme!

3. Good Vibrations, de 1966 é uma das músicas mais animadas do grupo. O vídeo é de 1968, mas a energia é a mesma. Eles receberam uma cartão de Paul e John parabenizando o grupo pela música! Em 2005, a Revista Rolling Stones divulgou um ranking com as 500 melhores canções de todos os tempos, Good Vibrations ficou em 6o. lugar, tá?

4. Wouldn’t be nice, lançada em 1966, também parte do disco Pet Sounds, é uma das músicas mais repetidas em trilhas sonoras de filmes fofinhos. A primeira vez que apareceu foi no filme Shampoo (1975) que já está na minha lista de pesquisa de figurinos nos anos 1970; depois foi a vez de Um Verão Muito Louco (1986), Jonh Cusack nem imaginava o que viria anos depois; também aparece num dos primeiros documentários de Michael Moore, Roger e Eu (1989); depois Sleepers (1996) e Como se fosse a primeira vez (2004).

Achei esse vídeo de uma apresentação da banda no LiveAid, um dos eventos musicais mais importantes que aconteceram na década de 1980.

5. In My Room é uma música de 1963 que foi escrita em uma hora. Fala sobre o mundo particular que cada um criamos em nosso próprio quarto ou num lugar só nosso. Eu entendo como uma canção sobre solidão, incompreensão e resguardo. Cada uma interpreta a sua maneira.

 

Para finalizar, uma imagem do Brian Wilson com o elenco que interpreta a banda The Beach Boys no filme Love & Mercy (2014):

 

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Um filme costurado com essa trilha sonora só poderia render gratas doses de emoção. Segura o choro!

Sobre Star Wars: o primeiro e o último.

Duas coisas eu aprendi vendo filmes esta semana: um filme precisa do telespectador para acontecer e, assim como nos livros, a cada assistida, há um espectador diferente. Neste final de semana assisti a dois filmes da franquia Star Wars: O Despertar da Força (2015) e Uma Nova Esperança (1977). Fui parar no cinema por que este ano decidi não comemorar meu aniversário da forma tradicional e o único filme interessante em cartaz era o sétimo episódio da saga Star Wars. Confesso que fui movida pela imparcialidade e curiosidade. Ao contrário dos fidedignos fãs, não havia uma gota de ansiedade na minha pessoa para encontrar Harrison Ford interpretando o mesmo personagem muitos anos depois. A curiosidade sobre o “feitiço Darth Vader e companhia” me deixou empolgada. Eu não sabia absolutamente nada sobre a história e demorei um pouco a entender o próprio filme, mas a intenção de ser enfeitiçada pelos personagens estava presente o tempo todo na minha poltrona. (A partir desse ponto o texto contém spoilers!) Achei o filme bem legal, mas não me emocionei na última cena como as pessoas ao meu lado. Saí do cinema buscando mais e corri para o Internet Movie Data Base como faço toda vez que termino de assistir um filme. No dia seguinte recebi a visita de uma amiga que, coincidentemente estava naquela mesma sessão. Ela me falou que estava assistindo ao filme pela segunda vez. Conversei com ela sobre a minha necessidade de encontrar algum tutorial ou um vídeo de 5 minutos que explicasse tudo, sem eu ter que assistir a todos os seis filmes anteriores. Ela me deu uma rápida aula e eu continuei sem entender nada. Luz vermelha, luz azul, sons exóticos, linguagens bizarras, robôs e criaturas. Quem era pai de quem, quem teve filho com quem, que era o tal Luke Skywalker, quem são todos aqueles bonecos dos meus sobrinhos (que eu já conheço de nome, mas não entendo suas participações na trama) enfim, só constatei que, para compreender tudo, para me envolver, ser seduzida, tocada, etc, eu teria que assistir aos filmes na ordem em que foram lançados. Isso eu entendi de primeira, por que lembro claramente de ter ido ao cinema, nos idos de 1999, com a mesma curiosidade, conhecer o tão aguardado Episódio I, o quarto a ser lançado. Do meu primeiro contato com Star Wars só me recordo de ter me apaixonado por Natalie Portman. Isso foi alguns anos antes de Closer (2004). Eu só pensava como poderia ter alguém no mundo com aquele rosto. Eu só me lembro disto e de que o cinema do shopping era bem legal nessa época. Seguindo o conselho de minha amiga, fã de Star Wars, comecei a minha própria saga na compreensão da história. Hoje criei coragem e, depois de uma tentativa frustrada na semana passada por motivo de sono, assisti Uma Nova Esperança (1977), o quarto episódio e primeiro a ser lançado. Foi muito bom entender como os personagens criados há quase quarenta anos continuam jovens. Tive muita paciência em esquecer os efeitos especiais ultrapassados para os dias atuais, mesmo compreendendo sua significância para a história do cinema. Gostei do humor, do figurino e do fato de voltar no tempo. Tenho esse problema com o passado, ele me encanta principalmente no cinema. Amei os drapeados da Princesa Leia, quero me vestir igual a ela qualquer dia. Estou contando as horas para assistir o próximo episódio da saga.

figurino do dia: histórias cruzadas (2011)

Cada figurino é uma viagem. Olho para a roupa que a personagem de uma peça, de um filme ou de uma novela está usando e imagino muitíssimas histórias. Esse é o poder que um figurino tem! E o que dizer quando o figurino é de um filme de época? Pois bem, hoje vim falar do figurino do filme The Help (Histórias Cruzadas, no Brasil).

Histórias Cruzadas.

O filme de 2011 é um drama baseado no livro homônimo de Kathryn Stockett, uma escritora norte-americana nascida no final da década de 1960, e que tem como personagens principais as funcionárias do lar (na época do romance, chamadas de “help“). O filme aborda o elo entre as crianças brancas, praticamente abandonadas por seus pais biológicos, e estas mulheres que nunca recebiam a devida consideração dos patrões. Skeeter, personagem de Emma Stone, é uma jornalista que  decide entrevistar estas funcionárias da cidade de Jackson, no Mississipi  para escrever um livro sobre o racismo enfrentado naquela sociedade.

A silhueta feminina do fim dos anos 1950 e início da década de 1960 é evidenciada nas roupas das personagens aristocratas:  vestidos com saias rodadas e cinturas marcadas destacam-se ao  lado das calças cigarretes. Bordados nos casacos curtos, tecidos florais e cores como azul, rosa, amarelo e outras em tons pastéis estão presentes nas peças. Colares de pérolas, luvas curtas e óculos estilo gatinho completam a produção, trazendo charme e sofisticação aos looks. Os uniformes das empregadas representavam a simplicidade dentro do estilo 1950/1960.

Histórias Cruzadas - Figurino.

Histórias Cruzadas - Figurino.

Sharen Davis, a figurinista do filme, mostra através de roupas e acessórios, os valores e costumes da sociedade do Mississipi no final dos anos 1950 e  início dos anos 1960. Sua intenção era destacar a personalidade de cada personagem através de suas roupas. Aqui alguns croquis e amostras de tecidos, ingredientes fundamentais para a confecção de um figurino:

Histórias Cruzadas - Figurino.

Histórias Cruzadas - Figurino.

Histórias Cruzadas - Figurino. Histórias Cruzadas - Figurino.

O filme foi indicado ao Oscar 2012 de Melhor Filme. Octavia Spencer, a atriz que interpreta uma das empregadas  levou a estatueta de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no longa. As atrizes do filme foram premiadas no Globo e Ouro e ainda no Screen Actors Guild Awards 2012.

É um filme incrível. E pra quem aprecia um bom drama e um ótimo figurino, se torna indispensável na lista dos filmes da vida. Quem aí já viu?

Beijos!Assinatura Paty.

Filme Lindo do Dia ♥ Sete Dias Com Marilyn.

 

Essa é a mulher mais linda e sedutora que passou pela Terra. Uma das estreias mais esperadas do ano foi a de Sete Dias com Marilyn, o novo filme biográfico da estonteante atriz norte-americana. Estava muito ansiosa para ver e muito receosa de me decepcionar por quê não imagino atriz no mundo que pudesse encarnar o personagem Monroe.

O filme é baseado no livro My Week with Marilyn (Minha Semana Com Marilyn) que o terceiro assistente de direção (confirmado via IMDB, hehehe) do filme The Prince and the Showgirl escreveu sobre o  affair que teve com a atriz. Preciso ler o livro para dar a minha opinião sobre o roteiro, mas, já posso dizer que o filme é bem legal, mas nunca nunca nunca eu imaginaria a Michelle Williams com Marilyn e depois do filme, ainda mais. Enfim, ela ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz por esse papel, mas… difícil, por mais que ela atue muito bem com as inseguranças e carências da diva, olhar para ela vestida daquele jeito não me convence. Imagino que pegar uma atriz nova e mais parecida teria sido uma boa sacada e teria sido menos pretensioso.

O filme é bem bonito e em se passar na Inglaterra me cativa muito. O ator que faz o Colin é muito fofo, muito inglês e algumas cenas se passam no Castelo de Windsor (um dos lugares que eu mais gostei de conhecer na vida!). No mais, eu indico muito para que cada uma tenha mesmo a sua opnião. Gosto da Michelle e mais ainda dos seus looks , mas ela nunca vai deixar de ter a cara da chata da Jen.

Enfim, vamos aos que mais nos interessou no filme: o figurino! Já vou avisando que sobre o make up, quem espera mega cílios, esquece! Nesta fase a Marilyn ainda não usava cílios super cheios e o filme caracteriza isso também. Achei uns croquis da figurinista Jill Taylor e vi que o trabalho de pesquisa foi muito bom. As peças foram quase réplicas perfeitas das originais usadas por Marilyn durante as filmagens na Inglaterra.

 

 

 

Agora a cena em que aparece o vestido mais lindo de todos!  Confesso que fiquei bem curiosa sobre o filme The Prince and The ShowGirl, enquanto não assisto, vamos ver o vídeo de uma cena retratada em Sete Dias com Marilyn:

 

 

 

Ah, se você ficou confusa com o figurino do vídeo, calma! É que o filme é de 1957, mas a história se passa no início do século XX, logo a moda da época foi retratada na década de 50. A mesma coisa que foi feita agora, retratando a década de 50. Pode-se dizer que é um meta-filme, hein?

Falando nisso, quem estiver com viagem marcada para Londres, a Getty Images Gallery está com uma exposição de muitas fotos da diva no Westfield Stratford City. No mês de março aconteceu aqui no Brasil a exposição Quero Ser Marilyn Monroe em SãoPaulo, na Cinemateca, logicamente eu fui e vi fotos lindas, além de pinturas, frases famosas e quadros de designers gráficos. Marilyn rende muito! É sem dúvida uma das figuras mais inspiradoras da história.

 

 

 

 

Filme Lindo do Dia ♥ Kramer vs Kramer

O filme lindo de hoje é um clássico de 1974. A primeira vez que eu ouvi falar nele foi numa aula do curso de Direito, provavelmente de Direito de Família, não lembro mais [faz muito tempo!] e passei outro bom tempo até assisti-lo a primeira vez.

Ultimamente tenho voltado a ver filmes com a frequência que gostaria, aproveitei para repetir alguns. Cada vez é um novo olhar. Agora que estou super envolvida no Mestrado e o meu projeto une Design, Moda e Cinema, tenho utilizado meus melhores sentidos para entender mais sobre cinema e o fascínio que ele sempre exerceu sobre as pessoas.

Kramer versus Kramer ganhou cinco estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Ator (Dustin Hoffman) e Melhor Atriz (Meryl Streep) e Melhor Filme. A história é a de um casal divorciado e sua saga pela guarda do filho. Todo mundo nesse filme atua bem, inclusive a criança. O filme é muito fofo, apesar de ser um drama. E para nós, meninas da moda, ele trás um figurino que gostamos muito.

Separei algumas cenas que mostram como têm coisas que nunca saem de moda. O que significa que são peças que talvez você ache que não precisaria agora, mas vai acabar precisando em algum momento da sua vida. Vamos dar uma olhada?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todas essas camisas estão disponíveis para encomenda na cor que sua criatividade mandar, mas já temos elas prontas para mandar ou para comprar direto na loja. Cada uma mais linda que a outra e cada uma com mil possibilidades de uso. Perfeitas para seu look.