#30diasdeLondres – Ep 14: Um Lugar Chamado Notting Hill

Nesse episódio faço um passeio no maravilhoso bairro de Notting Hill mostrando a Feira de Portobello Road com comidinhas, acessórios, músicos de rua e brechós. Depois fui para uma festinha para brasileiras em Londres na casa da minha amiga Joana em SouthGate.

#30diasdeLondres – Ep 14: Central St. Martins + Exposição Yayoi Kusama.

Nesse episódio do meu reality sobre os 30 dias que eu passei estudando Moda em Londres, eu apresento minha pesquisa às professoras da Central St. Martins e vou à exposição da artista japonesa Yayoi Kusama na Galeria Victoria Miro.

Algumas fotos desse dia, dentro e fora da Central Saint Martins na Granary Square.

– CENTRAL ST. MARTINS, GRANARY SQUARE:

 

Por onde andei: Covent Garden

Sou apaixonada por Londres. Penso em Londres todos os dias. Penso em vivenciá-la, sinto saudades, sonho com ela. Tem gente que sonha em ficar rico, ficar famoso, ficar magro, eu sonho com Londres. E qualquer coisa relacionada a ela me encanta. Nos últimos dias tenho me sentindo um pouco tristinha e para fugir um pouco do que me deixa assim eu penso em Londres. Decidi começar a arrumar meus álbuns das viagens que fiz em novembro de 2010 e em julho de 2013. Não faz tanto tempo assim que estive lá, mas parece uma eternidade. E enquanto não coloco meus pezinhos lá, vou me divertindo com imagens e leituras, além de estudar sobre a cidade e suas redondezas.

Hoje vou falar de um dos primeiros lugares que eu conheci em Londres: Covent Garden. Assim aproveito para selecionar as fotos dos álbuns que eu nunca fiz!

A região conhecida como Covent Garden, abrange um dos centros comerciais e de entretenimentos mais tradicionais de Londres. O lugar é cheio de lojinhas, teatros, bares, além de artistas de rua fazendo suas performances durante todo o dia.

No meu primeiro dia da vida em Londres, depois de muito andar e fotografar perto do rio Thames, Ricardo me levou para este “bairro” maravilhoso. Nas duas vezes comemos alguma massa gostosa nas redondezas, antes de explorar o lugar. Tenho um problema com massas, estão sempre na primeira opção de prato nos restaurantes que eu vou!

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Lá em Covent Garden todo dia tem alguma novidade. Quando fomos em 2010 a novidade era uma loja gigante da Apple com wifi grátis (raridade há cinco anos!) onde muitas pessoas ficavam do lado de fora da loja aproveitando para checar seus emails e Facebooks.  Da segunda vez que estive lá, uma apresentação de artista de rua no centro da praça fazia todos que passavam dispensar dois minutos (no mínimo!) observando.

As minhas lojas preferidas por lá são: a incrível papelaria Paperchase (amo papelarias!); a loja da Kryolan (maquiagens profissionais!); a Ladurée (patisserie francesa) e, na primeira vez que estive lá, também me chamou atenção a loja da Fred Perry, que na época estava com a coleção de Amy Winehouse (#RIP).

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Checando meus emails na Apple Store de Covent Garden | 2010.
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Inspirando e respirando London pela primeira vez | 2010.
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Vitrine icônica de Amy Winehouse para Fred Perry | 2010.
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Sendo feliz na Kryolan | 2010.
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Artista de rua em Covent Garden | 2013
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A clássica do telefone público! | 2013
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Covent Garden Market por fora | 2013
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A “muvuca” diária de Covent Garden | 2013.
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Performance artística na praça de Covent Garden | 2013.

Nos arredores do Mercado de Covent Garden, também visitei muitos lugares legais como o British Museum, a National Gallery , a Portrait Gallery e a Catedral de Saint Paul, atrações que merecem um post só delas!

Outro programa interessante foi patinar no gelo na Somerset House. A Somerset House, é um palácio à beira do rio Thames onde acontece o London Fashion Week e que, no inverno, abriga uma pista de skating.

No calor e no gelo! | 2010.
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Eu e minha amiga Joana na Somerset House | 2010.

Há ainda muito a ser explorado por mim em Covent Garden (é lógico!) mas para minha próxima visita já elegi: conhecer a Royal Opera House;  tomar uma pint no Porthouse, um pub gigante de uma rede irlandesa que produz sua própria cerveja; visitar o London Film Museum, que tem uma exposição incrível do James Bond; passar algumas muitas horas na National Gallery e conhecer o London Transport Museum e o Sir John Soane’s Museum para riscar mais dois museus londrinos  importantes da minha lista de desejo!

Para quem teve curiosidade com a região, não de passar pelo menos meia hora do seu dia, explorando o site oficial de Covent Garden e descobrindo por que esse é um dos pontos turísticos mais legais de London!

Feliz em Convent Garden | 2010.

#tbt Fashion Rules

O #tbt de hoje é mágico! Há dois anos quando estive em Londres pude visitar a exposição Fashion Rules no Kensington Palace. O Kensington Palace era a residência do casal Princesa Diana e Príncipe Charles e fica colado em um dos parques mais lindos do mundo: o Hyde Park. Além da exposição Fashion Rules, há também uma exposição sobre a Rainha Vitória com uma curadoria incrível! Noutro momento trago as fotos dela! Hoje trouxe algumas peças lindas que brilharam dos anos 1950 a 1990 na realeza britânica.

Esse vestido maravilhoso de cetim com bordados, foi usado pela Rainha Elizabeth em 1963.

Detalhe de um vestido de cetim com renda usado pela Rainha Elizabeth no começo dos anos 1950.

Vestido usado pela Rainha Elisabeth, em 1951, de organza na cor cinza com bordados florais e laços em tons de rosa.

Vestido com detalhe de cascata ou jabô em verde na saia, bem moderninho para a Rainha, hein? Usado em 1961 em visita ao Paquistão.

Em visita à Austrália, no começo dos anos 1970, o estilo da Rainha também aderiu à moda dos fluidos e amplos.

Além de peças da Rainha Elizabeth, a exposição também mostrou peças icônicas usadas pela Princesa Diane e pela princesa Margareth (1930-2002), irmã da Rainha. Ambas são filhas do Rei George VI, que vocês já devem conhecer do filme “O Discurso do Rei” (2010).

Esse vestido de tule com cristais bordados em formato de estrelas, foi usado pela Princesa Diana, em Londres, no famoso Hotel Claridges para um jantar com o então presidente da Grécia, em 1986. Ele é a cara do anos 1980: brilho, tule e cores.

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Esse vestido de crepe off-white bordado de paetês foi usado pela Princesa Diana em 1991, para uma visita ao então presidente do Brasil: Fernando Collor de Melo.

Esse vestido de gazar com bordados riquíssimos a Princesa Margaret usou em 1977, numa apresentação da banda ABBA como parte das comemorações do Jubileu de Prata da Rainha Elizabeth.

E, para finalizar esse post inspirador, o vestido preferido dessa exposição. Ele foi usado pela Rainha em 1958 e como, a maioria dos vestidos deste post, de criação do estilista inglês Hardy Amies (1909-2003).

Aqui uma foto mais detalhada (essa peguei na Internet!):

Não preciso dizer o quão emocionada fiquei ao ver de perto esses vestido que eu só conhecia de revistas. Sou uma apaixonada pelo Reino Unido, pela família real e pelo tradicionalismo britânico. O modo como os inglês defendem e preservam seu patrimônio histórico-cultural é inspirador!

Ah, aqui o link para um blog que também dá um depoimento interessante sobre a exposição, vale a pena ler!

Assinatura Rita.

Grafitti e intervenções de Vhils.

Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, é um pintor e grafiteito português. Nasceu em Lisboa, em 1987, estudou na University of the Arts em Londres e é conhecido pelos seus rostos esculpidos em paredes e comboios.

Vhils.

Ele diz que o graffiti lhe deu a base para decidir o seu futuro profissional. Passou da lata de spray para o stencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos. Foi em Londres que começou a ser conhecido, e conseguiu que a sua street art de retratos anônimos em paredes danificadas ou fachadas de casas desocupadas lhe valessem o reconhecimento mundial.

Vhils já expôs no Cans Festival, evento organizado pelo  artista (incrível) Banksy em 2008 e na Lazarides Gallery, em Londres. Tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Moscou, Nova Iorque e Los Angeles.

O artista desenvolve uma técnica onde escolhe rostos anônimos baseados em fotografias – ele gosta da ideia de dar rosto à cidade e dar poder a pessoas comuns. Para esculpir esses rostos, ele usa explosivos e martelos pneumáticos, junto com produtos de limpeza, ácidos corrosivos e café juntamente com os tradicionais sprays, stencils e tintas. Para Vhils, os conceitos de criação e destruição não são antagônicos, pelo contrário, são complementares.

A convite da editora holandesa Lebowski publicou o livro Vhils/Alexandre Farto Selected Works 2005-2010, uma compilação dos seus trabalhos em paredes e suportes como metal ou madeira. Vhils também foi escolhido para ser um dos protagonistas de um dos episódios da série Ones to Watch. A série destaca os “próximos grandes nomes na cultura e na arte”.

Para quem quiser ficar sabendo mais sobre ele, basta visitar seu site: alexandrefarto.com Lá você encontra todos seus trabalhos, vídeos de seus processos de criação, contatos e uma loja on line de Vhils. com alguns produtos.

No começo desse ano pude conhecer o trabalho dele pessoalmente. A fachada no bairro do Recife Antigo me chamou atenção. A imagem do rosto de uma professora da aldeia Araçaí, em Piraquara, no Paraná, que desenvolve um trabalho de educação com crianças indígenas, está gravada no edífício São Jorge, no bairro de Santo Antônio. Cravado no comércio do Cais de Santa Rita e na frente no Rio Capibaribe, a escultura traz uma parte das comunidades humanas para dentro do universo urbano do Centro do Recife.

Vhils em Recife.

 

A exposição Incisão – Alexandre Farto Aka VHILS em Recife ficou de 21 de novembro de 2014 a 25 de janeiro de 2015 no espaço maravilhoso da Caixa Cultural, no Marco Zero do Recife. Tirei algumas fotos!

Depois que o conheci fui procurar sobre ele na rede e encontrei dois vídeos que gostaria de compartilhar:

Gostaram de conhecer essa arte explosiva? Beijos!