Grafitti e intervenções de Vhils.

Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, é um pintor e grafiteito português. Nasceu em Lisboa, em 1987, estudou na University of the Arts em Londres e é conhecido pelos seus rostos esculpidos em paredes e comboios.

Vhils.

Ele diz que o graffiti lhe deu a base para decidir o seu futuro profissional. Passou da lata de spray para o stencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos. Foi em Londres que começou a ser conhecido, e conseguiu que a sua street art de retratos anônimos em paredes danificadas ou fachadas de casas desocupadas lhe valessem o reconhecimento mundial.

Vhils já expôs no Cans Festival, evento organizado pelo  artista (incrível) Banksy em 2008 e na Lazarides Gallery, em Londres. Tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Moscou, Nova Iorque e Los Angeles.

O artista desenvolve uma técnica onde escolhe rostos anônimos baseados em fotografias – ele gosta da ideia de dar rosto à cidade e dar poder a pessoas comuns. Para esculpir esses rostos, ele usa explosivos e martelos pneumáticos, junto com produtos de limpeza, ácidos corrosivos e café juntamente com os tradicionais sprays, stencils e tintas. Para Vhils, os conceitos de criação e destruição não são antagônicos, pelo contrário, são complementares.

A convite da editora holandesa Lebowski publicou o livro Vhils/Alexandre Farto Selected Works 2005-2010, uma compilação dos seus trabalhos em paredes e suportes como metal ou madeira. Vhils também foi escolhido para ser um dos protagonistas de um dos episódios da série Ones to Watch. A série destaca os “próximos grandes nomes na cultura e na arte”.

Para quem quiser ficar sabendo mais sobre ele, basta visitar seu site: alexandrefarto.com Lá você encontra todos seus trabalhos, vídeos de seus processos de criação, contatos e uma loja on line de Vhils. com alguns produtos.

No começo desse ano pude conhecer o trabalho dele pessoalmente. A fachada no bairro do Recife Antigo me chamou atenção. A imagem do rosto de uma professora da aldeia Araçaí, em Piraquara, no Paraná, que desenvolve um trabalho de educação com crianças indígenas, está gravada no edífício São Jorge, no bairro de Santo Antônio. Cravado no comércio do Cais de Santa Rita e na frente no Rio Capibaribe, a escultura traz uma parte das comunidades humanas para dentro do universo urbano do Centro do Recife.

Vhils em Recife.

 

A exposição Incisão – Alexandre Farto Aka VHILS em Recife ficou de 21 de novembro de 2014 a 25 de janeiro de 2015 no espaço maravilhoso da Caixa Cultural, no Marco Zero do Recife. Tirei algumas fotos!

Depois que o conheci fui procurar sobre ele na rede e encontrei dois vídeos que gostaria de compartilhar:

Gostaram de conhecer essa arte explosiva? Beijos!

Por Onde Andei ♥ Museu do Futebol & Exposição Guerra e Paz

Oi gente! No feriado aproveitei a minha vida ponte-aérea Teresina-São Paulo para receber meu marido na Paulicéia. Fiz uma programação toda fofinha e mandei pro email dele três dias antes, pesquisei eventos, exposições, museus, restaurantes, programas culturais bem diferentes dos de Terehell [abafa!] e começamos na sexta! Hoje vou falar desse dia!

De manhã fomos ao Museu do Futebol. De futebol eu só entendo que a Copa só acontece de quatro em quatro anos, então meio que passo quatro anos sem pensar em futebol na minha vida, mas, a gente faz qualquer coisa pela pessoa que a gente ama e… me surpreendi!

 

 

Não pode tirar fotos dentro do Museu e eu sou uma pessoa que segue regras. O que quer dizer que fiquei chocada com a quantidade de gente que tira fotos escondido no celular, me poupe, né? Não entendo o fato de não poder tirar fotos nem com flash e alguns museus que visitei aqui no Brasil. Na Europa pude tirar fotos de tudo! Vai entender… Enfim, amei o acervo fotográfico do Museu! Tem uma salinha cheia de fotos desde o começo do século XX que localiza historicamente a chegada o futebol no Brasil. Me contive muito para não fotografar, mas achei umas imagens dessa sala, cheia de molduras lindas, no site do Museu.

Outro aspecto negativo foi a falta de acervo. Sentimos (muita) falta de objetos que contam a história, não réplicas. O Museu é todo bem interativo, logo é cheio de tecnologia, informações e curiosidades, mas eu quero chegar no Museu do Futebol do Brasil e ver todas as camisas desde a primeira seleção. Não vi nada, nem camisa, nem bolas de jogo importantes, doação de jogadores etc.

Mas a vale a pena a visita e eu adorei o passeio, o Museu é bonito e dinâmico, não tem perigo de ninguém ficar entediado!

Depois do Museu do Futebol corremos até o Memorial da America Latina para ver os famosos painéis de Portinari: Guerra e Paz. Que foram criados em 1952 e 1956 encomendados pelo governo brasileiro para a sede da ONU em Nova York. Além dos painéis, a exposição histórica dos murais em São Paulo, traz também os estudos preparatórios do artista, mas essa parte eu não vi por que cheguei perto de fechar, então corri para o Guerra e o Paz.

 

 

Fantásticos! Gigantes, 14 metros de altura por 10 de largura. Enorme a genialidade do artista e olhar essas obras de perto foi muito emocionante! O Memorial é uma atração encantadora, como toda obra de Niemeyer. Fica a dica para quem visitar São Paulo.  A exposição Guerra e Paz já atraiu mais de 100 mil visitantes e fica até 24 de abril, tá?!