Museu a céu aberto.

Quem aqui conhece ou já ouviu falar do Outings Project? Trata-se da ideia do artista e cineasta francês Julien de Casabianca de levar arte para todos. Julien é do time dos que acham que museus são lugares tristes demais para as artes ficarem penduradas. Foi por isso que ele resolveu levá-las para a luz, para a rua e para o conhecimento público através da fotografia e impressão em tamanhos gigantes nas paredes das ruas de várias cidades.

 

É como se as pessoas das obras escolhidas, depois de terem passado muito tempo numa mesma posição, tivessem saído para “esticar as pernas” e olhar as vistas de Paris, Nova York, Rio de Janeiro, Hamburgo, Los Angeles, Assunção ou onde quer que Casabianca queira que isso aconteça. O artista também é incentivador do público: diz para todos fotografarem as obras de arte em seus museus locais e libertá-las. Exatamente como ele faz.

O projeto possui um site e lá você pode encontrar todas as obras que já foram espalhadas pelas muitas cidades do mundo. Você também encontra a lista de museus que fazem parceria com o projeto. O site é: www.outings-project.org. Pode-se afirmar que, além de tudo, o projeto é um incentivo à cultura e ao conhecimento da história da arte.

Eu adoraria dar de cara com a Monalisa e com a Maria Antonieta em alguma rua dessas! E vocês, o que acharam da ideia do projeto? Um beijo!

Assinatura Paty.

 

Os pincéis de Rebecca Szeto

Rebecca Szeto é uma artista americana de descendência chinesa que vive e trabalha em São Francisco, na Califórnia. Ela gosta dos pequenos detalhes do cotidiano, por essa razão tem o propósito de fazer daqueles momentos, muitas vezes invisíveis, visíveis. Para criar suas obras de arte, ela usa um pincel. Daí você pode pensar que quase todos os artistas usam pinceis, mas aí está a surprise:  Rebecca se utiliza deles de uma maneira que você nem imagina!

Esculpindo as extremidades de seus pincéis usados, Szeto transforma-os em refinadas senhorinhas renascentistas, e as cerdas da escova colorida usada ​​tornam-se as fibras elegantes e deslumbrantes de seus vestidos.

Ela diz que suas obras querem passar noções reformuladas de beleza e valores, como também uma crítica ao consumismo, e ainda possuem um curioso entrelaçamento de três dinâmicas: meio ambiente, social-político e filosófico.

Os retratos lady like são uma estratégia lúdica da qual ela se utiliza. Eles são um olhar mais profundo da criatividade, porque através de uma ligeira manipulação de materiais simples, não fazendo questão de disfarçar a história do pincel usado e desgastado, ela consegue transformar esse material bruto em um pensamento total e incrivelmente delicado.

Como pode alguém ter tanta facilidade de mudar as perspectivas das pessoas? É um poder silencioso de um ciclo regenerativo da imaginação.

Em mim veio a vontade de conhecer a história de cada mulher retratada nesses pincéis. Parece que cada uma tem algo para contar. Eu adoraria ter essa facilidade de transformar coisa velha em algo tão lindo!

Gostaram? Veja mais no site dela.

Beijos!

Assinatura Paty.

Porcelana Vestível.

Alexander Mcqueen Falll 2011, peça inspirada no trabalho do artista chinês Li Xiaofeng.
Alexander Mcqueen Falll 2011, peça inspirada no trabalho do artista chinês Li Xiaofeng.

Indo em oposição à constante culpa que colocam sobre o Extremo Oriente acerca das cópias, vim mostrar uma borda criativa da China. A expressão Made in China nem sempre significa um produto imitação ou de baixa qualidade. É hora de se livrar da mente clichê e abrir os olhos para ver o que está acontecendo na arte contemporânea do Extremo Oriente.

Li Xiaofeng, nascido em 1965, é um artista de Pequim, que cria roupas temáticas de porcelana com cerâmica chinesa. Ao invés de mármore, madeira ou vidro, o artista prefere o uso de cacos de porcelana quebrada recuperados de antigas escavações arqueológicas. Para confeccionar as esculturas, ele corta as porcelanas, polimenta e faz a abertura de furos em cada canto, depois os unem através de fios de prata de modo a criar paisagens reorganizadas.

Vestido de Li Xiaofeng

Os cacos que ele usa são provenientes das dinastias chinesas tais como a dinastia Song (960 a 1279), Ming (1368 a 1644) e Qing (1644-1912). Dentro de suas obras existem vestidos, paletós e até t-shirts de cerâmica.

Em 2010, Li Xiaofeng foi convidado pela marca francesa Lacoste a criar duas camisas pólos diferentes para a série Holiday Collector 2010.  Além da peça em porcelana, ele também desenvolveu o design de um modelo em malha da famosa camisa pólo da marca.

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Depois de escolhidos os cacos, Xiaofeng moldou e poliu, como de costume, mas em vez de abertura de furos e ligação com arame, ele fotografou cada (251 polos dos homens e 304 para as mulheres) e colocou um por um no tamanho padrão digital da frente da polo, costas e mangas. Ele escolheu uma nervura azul escuro para a gola e mangas na polo dos homens e uma azul claro para as mulheres. O último toque foi a adição do logotipo da marca e o crocodilo branco, a raça mais rara em peças da coleção. A tal Porcelain Polo foi limitada a 20 mil peças, o que tornou o produto quase exclusivo.

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Uma outra referência importante da obra de Li foi a coleção de inverno 2011 da marca Alexander McQueen. A designer Sarah Burton levou para a passarela duas peças inspiradas no trabalho de Li. Além dos vestidos, as sandálias continham a técnica da porcelana vestível, característica do trabalho de Li.

Aqui no Brasil, a estilista Helô Rocha da marca Têca, também apresentou algumas peças com referências na arte de Li, em sua coleção apresentada na SPFW Verão 2014.

Li Xiaofeng já expôs seu trabalho com trajes de porcelana em diversas galerias na China e no mundo. Sua obras também já viajaram em turnês mundiais.

Eu adoraria adoraria adoraria poder ver de perto! Vocês gostaram?

Assinatura Paty.

Viktor & Rolf | Haute Couture | Fall 2015

Já elegi a minha coleção preferida da Alta Costura nessa temporada!  Estou falando da criatividade nível mil da dupla holandesa Viktor & Rolf. Eu simplesmente não tenho palavras sensatas para descrever o meu sentimento diante dessa coleção. Apenas observem:

Por mais encontros inusitados entre Arte & Moda.

Grafitti e intervenções de Vhils.

Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, é um pintor e grafiteito português. Nasceu em Lisboa, em 1987, estudou na University of the Arts em Londres e é conhecido pelos seus rostos esculpidos em paredes e comboios.

Vhils.

Ele diz que o graffiti lhe deu a base para decidir o seu futuro profissional. Passou da lata de spray para o stencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos. Foi em Londres que começou a ser conhecido, e conseguiu que a sua street art de retratos anônimos em paredes danificadas ou fachadas de casas desocupadas lhe valessem o reconhecimento mundial.

Vhils já expôs no Cans Festival, evento organizado pelo  artista (incrível) Banksy em 2008 e na Lazarides Gallery, em Londres. Tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Moscou, Nova Iorque e Los Angeles.

O artista desenvolve uma técnica onde escolhe rostos anônimos baseados em fotografias – ele gosta da ideia de dar rosto à cidade e dar poder a pessoas comuns. Para esculpir esses rostos, ele usa explosivos e martelos pneumáticos, junto com produtos de limpeza, ácidos corrosivos e café juntamente com os tradicionais sprays, stencils e tintas. Para Vhils, os conceitos de criação e destruição não são antagônicos, pelo contrário, são complementares.

A convite da editora holandesa Lebowski publicou o livro Vhils/Alexandre Farto Selected Works 2005-2010, uma compilação dos seus trabalhos em paredes e suportes como metal ou madeira. Vhils também foi escolhido para ser um dos protagonistas de um dos episódios da série Ones to Watch. A série destaca os “próximos grandes nomes na cultura e na arte”.

Para quem quiser ficar sabendo mais sobre ele, basta visitar seu site: alexandrefarto.com Lá você encontra todos seus trabalhos, vídeos de seus processos de criação, contatos e uma loja on line de Vhils. com alguns produtos.

No começo desse ano pude conhecer o trabalho dele pessoalmente. A fachada no bairro do Recife Antigo me chamou atenção. A imagem do rosto de uma professora da aldeia Araçaí, em Piraquara, no Paraná, que desenvolve um trabalho de educação com crianças indígenas, está gravada no edífício São Jorge, no bairro de Santo Antônio. Cravado no comércio do Cais de Santa Rita e na frente no Rio Capibaribe, a escultura traz uma parte das comunidades humanas para dentro do universo urbano do Centro do Recife.

Vhils em Recife.

 

A exposição Incisão – Alexandre Farto Aka VHILS em Recife ficou de 21 de novembro de 2014 a 25 de janeiro de 2015 no espaço maravilhoso da Caixa Cultural, no Marco Zero do Recife. Tirei algumas fotos!

Depois que o conheci fui procurar sobre ele na rede e encontrei dois vídeos que gostaria de compartilhar:

Gostaram de conhecer essa arte explosiva? Beijos!