Museu a céu aberto.

Quem aqui conhece ou já ouviu falar do Outings Project? Trata-se da ideia do artista e cineasta francês Julien de Casabianca de levar arte para todos. Julien é do time dos que acham que museus são lugares tristes demais para as artes ficarem penduradas. Foi por isso que ele resolveu levá-las para a luz, para a rua e para o conhecimento público através da fotografia e impressão em tamanhos gigantes nas paredes das ruas de várias cidades.

 

É como se as pessoas das obras escolhidas, depois de terem passado muito tempo numa mesma posição, tivessem saído para “esticar as pernas” e olhar as vistas de Paris, Nova York, Rio de Janeiro, Hamburgo, Los Angeles, Assunção ou onde quer que Casabianca queira que isso aconteça. O artista também é incentivador do público: diz para todos fotografarem as obras de arte em seus museus locais e libertá-las. Exatamente como ele faz.

O projeto possui um site e lá você pode encontrar todas as obras que já foram espalhadas pelas muitas cidades do mundo. Você também encontra a lista de museus que fazem parceria com o projeto. O site é: www.outings-project.org. Pode-se afirmar que, além de tudo, o projeto é um incentivo à cultura e ao conhecimento da história da arte.

Eu adoraria dar de cara com a Monalisa e com a Maria Antonieta em alguma rua dessas! E vocês, o que acharam da ideia do projeto? Um beijo!

Assinatura Paty.

 

Porcelana Vestível.

Alexander Mcqueen Falll 2011, peça inspirada no trabalho do artista chinês Li Xiaofeng.
Alexander Mcqueen Falll 2011, peça inspirada no trabalho do artista chinês Li Xiaofeng.

Indo em oposição à constante culpa que colocam sobre o Extremo Oriente acerca das cópias, vim mostrar uma borda criativa da China. A expressão Made in China nem sempre significa um produto imitação ou de baixa qualidade. É hora de se livrar da mente clichê e abrir os olhos para ver o que está acontecendo na arte contemporânea do Extremo Oriente.

Li Xiaofeng, nascido em 1965, é um artista de Pequim, que cria roupas temáticas de porcelana com cerâmica chinesa. Ao invés de mármore, madeira ou vidro, o artista prefere o uso de cacos de porcelana quebrada recuperados de antigas escavações arqueológicas. Para confeccionar as esculturas, ele corta as porcelanas, polimenta e faz a abertura de furos em cada canto, depois os unem através de fios de prata de modo a criar paisagens reorganizadas.

Vestido de Li Xiaofeng

Os cacos que ele usa são provenientes das dinastias chinesas tais como a dinastia Song (960 a 1279), Ming (1368 a 1644) e Qing (1644-1912). Dentro de suas obras existem vestidos, paletós e até t-shirts de cerâmica.

Em 2010, Li Xiaofeng foi convidado pela marca francesa Lacoste a criar duas camisas pólos diferentes para a série Holiday Collector 2010.  Além da peça em porcelana, ele também desenvolveu o design de um modelo em malha da famosa camisa pólo da marca.

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Depois de escolhidos os cacos, Xiaofeng moldou e poliu, como de costume, mas em vez de abertura de furos e ligação com arame, ele fotografou cada (251 polos dos homens e 304 para as mulheres) e colocou um por um no tamanho padrão digital da frente da polo, costas e mangas. Ele escolheu uma nervura azul escuro para a gola e mangas na polo dos homens e uma azul claro para as mulheres. O último toque foi a adição do logotipo da marca e o crocodilo branco, a raça mais rara em peças da coleção. A tal Porcelain Polo foi limitada a 20 mil peças, o que tornou o produto quase exclusivo.

imagem 11

Uma outra referência importante da obra de Li foi a coleção de inverno 2011 da marca Alexander McQueen. A designer Sarah Burton levou para a passarela duas peças inspiradas no trabalho de Li. Além dos vestidos, as sandálias continham a técnica da porcelana vestível, característica do trabalho de Li.

Aqui no Brasil, a estilista Helô Rocha da marca Têca, também apresentou algumas peças com referências na arte de Li, em sua coleção apresentada na SPFW Verão 2014.

Li Xiaofeng já expôs seu trabalho com trajes de porcelana em diversas galerias na China e no mundo. Sua obras também já viajaram em turnês mundiais.

Eu adoraria adoraria adoraria poder ver de perto! Vocês gostaram?

Assinatura Paty.

Por Onde Andei ♥ Pinacoteca de São Paulo

 

Semana passada eu estive em São Paulo e fui conhecer a Pinacoteca com a minha amiga Adriana Tambellini – que fez as fotos lindas minhas que vocês vão ver no post 😉

A Pinacoteca do Estado de São Paulo é um dos importante museus de artes que a gente tem no nosso país. Está instalada num edifício do comecinho do século XX, na Praça da Luz, perto da famosa Estação da Luz.

Logo que cheguei observei uma intervenção do tipo Roy Lichtenstein no prédio da frente, já me deu uma tranquilidade por que numa das provas que eu fiz para a seleção no Mestrado em Design tive que dissertar sobre a conexão entre um texto dado e o movimento pop da década de sessenta, ou seja, seria uma sinal de que boas notícias estariam por vir?!

 


Então, a Pinacoteca é super legal e eu tirei várias fotos que em breve postarei no meu Flickr. Vamos ver?

 

 

 

Por lá uma exposição do modernista brasileiro Eliseu Visconti e eu fiquei muito encantada com a versatilidade do designer. Vamos ver algumas fotos?

 

 

 

A clara conexão entre design e arte, não é mesmo? As primeiras manifestações de design gráfico no país.

 

 

Esse é para meus amigos designers, olha só a riqueza deste trabalho de estamparia. Imagina transformar um papel estilo kraft numa estampa linda e rica como essa:

 

 

Além dessa exposição também pude ver de perto a famosa América Invertida, do argentino Torres Garcia, mas não deixaram fotografar. Incrível como não tem três meses que a professora Dorotéia Baduy Pires mostrou essa obra pra gente na Pós.

Agora vamos ver mais fotos da Pinacoteca?

 

 

 

 

Então, quando for a São Paulo já sabe: conhecer a Pinacoteca do Estado é um dos melhores passeios culturais do país.